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Throes + The Shine | “Rockuduro”

Tripas + Quiabos

Throes + The Shine são a mescla inaudita de rock e kuduro. São batidas que nos põem a dançar e a mexer como se fôssemos uns bonecos de corda. Enquanto a música deles não pára, a corda também não.

São um conjunto peculiar e singular que convence os mesmos que vão a concertos de metal, rock, indie e música experimental, assistir a DJ’s de house, techno e electro, a jam sessions e enfim…

É a fusão espontânea e genuína do rock portuense e dos ritmos angolanos. É o casamento entre a muamba e a francesinha, entre as tripas e os quiabos. É impossível não gostar desta união bem condimentada que resulta numa sonoridade bombástica, especial e de agrado unânime.

Cada concerto é um verdadeiro ritual de festa e de dança, daqueles em que se soltam todos os desgostos e amarguras. Um corpo em movimento e um sorriso estampado na cara é o que prevalece em quem vê um concerto ou ouve as músicas de “Rockuduro”, o tão aclamado álbum que já há muito esperávamos dos Throes + The Shine.

Batidas são indubitavelmente a alma e essência do vínculo entre dois grupos previamente já estabelecidos. Os Throes são Igor Domingues e Marco Castro, músicos naturais do Porto que representam o rock. Os The Shine são André do Poster e Diron Romão, dois MC´s (com umas pernas aladas) provenientes de Angola que representam o kuduro.

«Batida» é também o nome da terceira faixa do álbum “Rockuduro” que, lançado no passado mês de Maio, trouxe exactamente aquilo que promovem: a criação sólida e firme do rockuduro, um estilo de música inovador que parece despertar já vontade a outros músicos em seguir esta vertente.

A história desta sinergia começou num festival, numa daquelas conversas que frequentemente propõem algo mas ficam em águas de bacalhau. A deles acabou por não ficar. Apresentaram uma música juntos, a sintonia foi inevitável, e desde então não pararam. Já passaram pelo festival Milhões de Festa, em Barcelos, pelo palco RUC, em Coimbra, pelo Pitch Club no Porto e, também, já deixaram o seu charme energético por outras terras. A apresentação do álbum decorreu no Plano B, também no Porto, e no Musicbox em Lisboa, com Spoek Mathambo. Recentemente estiveram no evento Serralves em Festa, debaixo de um calor abrasador que ligou bem com os ritmos quentes e vibrantes que oferecem (e um par de cervejas inevitáveis).

A primeira música do álbum é «Ewe», um começo de grande densidade tribal. Continuando e, na verdade, enumerando cada faixa do álbum “Rockuduro”, percebemos que os seus nomes são tudo aquilo que sentimos quando ouvimos a própria música: «Adrenalina»; «Batida» (“Vou-lhe dar batida, vou-lhe dar batida…” – Dito algo assim: “Vô li dá batidá, Vô li dá batidá”), «Makumba» (“É p´ra dançar, É p´ra mexer. Alegria!” – sim, ficamos uns alegres endiabrados como se nos tivessem feito macumba); «Hoje é Festa» (“Hoje é festa, eu vou dançar, hoje é festa eu vou pular, hoje é festa ninguém me vai parar”), «Quero Mexer», «Tá Maluca» (sim!), «Mais Raras» (´Tá a kuiar ou não?) e termina com «Dança Bué» (O Porto dança bué, Luanda dança bué, o people dança bué).

«Tá a kuiar?» Foi uma das primeiras músicas lançadas que quer dizer dizer algo como “Tá-se bem?”

Então não se está? Está-se muito bem a ouvir o álbum “Rockuduro” que descreve exactamente e em pormenor o que acontece num concerto de Throes + The Shine e não há rockeiro, metaleiro, pop ou house music addict que não diga que não gosta de ouvir e dançar o som de Throes + The Shine.

É ou não é verdade?



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