Tiefschwarz

We All Live and Die!

Depois do Lux nos ter apresentado as novas correntes alemãs, com a actuação dos techno minimalistas ADA+METOPE, a programação desvia-nos de Berlim para Colónia com a “performance” de uma dupla de créditos firmados há muito em terras Germânicas. Os Tiefschwarz estão de volta ao nosso país no dia 25 de Maio.

Os Tiefschwarz são formados pelos dois irmãos Schwarz – Alexandre e Sebastien (a.k.a. Ali e Basti) – e ainda Peter Hoff, dono da Benztown Studios de Estugarda. Este nome difícil de pronunciar e principalmente de escrever, significa “deep black” – “negro profundo” e consegue ser uma forma de aliar do nome da família Schwarz à paixão que os dois irmãos nutrem pelo Deep House.

Nos inícios dos anos noventa, ainda o projecto Tiefschwarz não existia, os dois irmãos Schwarz “vagueavam” por Estugarda em clubes como “On-U” – pioneiro na cena Club da Alemanha – e mais tarde no “Red Dog” (que ficará sempre conhecido como o endereço top da Deep House mundial) ao lado de nomes como Tony Humphries, Masters at Work, Frankie Feliciano Mousse T, CHris Coco e… Matthew Herbert. Foi nesta fase que os dois irmãos Schwarz se começaram realmente a notabilizar.

Em 1996 nasceu o projecto Tiefschwarz e, juntamente com ele, a ideia de formar uma editora de forma a produzir o seu próprio som. A ideia passou a realidade e nesse mesmo ano fundaram a Continuemusics, cujo primeiro single editado foi «24 seven», com remisturas de Boris Dlugosh e Michi Lange.

Em 1998 assinam contrato com a Edel/Benztown (editora do seu produtor Peter Hoff) e dá-se o ponto de viragem na carreira desta dupla. O primeiro single editado, «music», ascende ao cume do Top alemão.

Em 2002 editam pelo selo Classic de Luke Solomon, o longa-duração “RAL9005” (código que corresponde a cor preta na escala pantone), um albúm multifacetado, talvez o mais versátil de suas carreiras, repleto de experiências cósmicas, onde a dupla explora sonoridades que vão desde o Nu Jazz e Deep House ao down beat electro e até mesmo ao pop.

Em 2004 alcançam o estrelato com o mega êxito da remistura de Spektrum, «Kinda New». Não contentes com este sucesso, os dois irmãos “metem-se” a misturar o hit de 2003 dos The Rapture, banda de Matt Safer. Este ficou tão agradado com a mistura que aceitou participar no albúm “Eat Books” editado em 2005 “emprestando” a voz em «Warning Siren», o primeiro single extraído deste registo.

“Eat Books”, editado pela Fine Records, é um trabalho com pormenor, nada progressivo, à imagem do “RAL9005”. Com inúmeros estilos musicas, saltando a vista «Fly» que mereceu uma remistura do patrão da Poker Flat Recordings – Steve Bug – e «Issst» que teve direito a versões do minimalista da Traum – Dominik Eulberg – e de um dos homens do momento (que há pouco tempo visitou o Lux) Nathan Fake.

De destacar também a presença de outros ilustres convidados na vocalização de alguns temas: Ed Lalique e Tracy Thorn. Todos estes nomes são fundamentais para a atitude pop que os Tiefschwarz associaram neste albúm aos seus grooves característicos direccionados para a pista de dança.

Depois de em 3 de Julho de 2003 terem passado por Santa Apolónia enquadrados do tema “As bolas de Colónia” – (Cumpli)cidades – os Tiefschwarz estão de volta ao nosso país no dia 25 de Maio no Lux.



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