Trevor Jackson @ Pitch Club

Inauguração do novo espaço da Invicta

Desde esta semana que o Porto conta com um novo espaço de animação nocturna: o Pitch. Localizado num imponente edifício de dois pisos, mesmo no coração da cidade, na rua Passos Manuel, nº 34-38, este parece ser um clube que vem colmatar algumas carências que se vinham a registar em termos de programação cultural no Porto. Conforme salientou à Rua de Baixo um dos gerentes do Pitch, Pedro Tenreiro, procurou-se simultaneamente aliar uma oferta diversificada e de qualidade, com um excepcionais condições acústicas. Finalmente, será ainda importante sublinhar o bom-gosto presente no arranjo arquitectónico, ao nível dos acabamentos e da decoração do espaço, simultaneamente sóbrio e intimista.

Em termos de cartaz, a oferta é bastante eclética, uma vez que se procurou distinguir claramente os seus dois pisos: o bar (de terça-feira a sábado) e o club (que só funcionará às sextas e sábados). Assim, ao longo deste mês haverá muito funk, com o muito aguardado dj set de Ian Wright no próximo sábado (16), o breakbeat e o electro-punk de Greg Wilson (sábado, 23) ou o drum’n bass do colectivo Pressure Force (sexta, 22), entre outros. A ideia é procurar agradar a públicos diversos, com preferências musicais múltiplas, que pode então encontrar aqui um novo espaço para dançar no centro do Porto – reforçando um eixo de animação nocturna já bastante interessante, composto por outros espaços já existentes nesta área.

Após uma inauguração restrita, dia 7 de Setembro, com um dj set dos Idjut Boys, e a presença de Rui Vargas no dia seguinte, a aposta forte de abertura do espaço a um público mais amplo surgiu precisamente neste sábado dia 9, com o inglês Trevor Jackson a tomar a rédeas da pista de dança. Apesar de alguns problemas em termos de arejamento da sala, devido a ainda não estar instalado o ar condicionado – a organização procurou colmatar esta falha distribuindo leques à entrada – a casa estava cheia e o ambiente era de festa.

No piso do bar, Marco Tavares aquecia o ambiente com uma suave dieta à base de funk, soul, hip hop e breakbeat, encontrando-se no club Pedro Centeno. Finalmente, pouco passava das 2.30 da manhã, quanto se inicia a actuação de Jackson que assumiu desde logo que o seu objectivo era pôr todos os presentes a dançar. E tal foi o que aconteceu – apesar do calor sufocante! – edificando o seu set num crescendo rítmico, apresentando sonoridades cada vez mais marcadas pelos cadências mais dançáveis e maquinais. Assim, e partindo num registo mais disco, Jackson evoluiu para as sólidas batidas electro, com alguns apontamentos electro-punk, terminando praticamente num registo house. Sem ceder a uma selecção mais óbvia, o veterano inglês soube encontrar, entre os seus múltiplos CDs e vinis, os elementos certos para pôr o público a dançar.

Uma boa estreia para o Pitch, esperando-se uma rápida resolução dos problemas de arejamento de um espaço que reúne excelentes condições para se tornar num club de referência da cidade Invicta!



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