Twin Peaks
Mais uma longa e tortuosa tripe
Twin Peaks está de volta e provavelmente tão freak como sempre. Passaram 25 anos desde que a série foi cancelada, por isso é normal que a nossa memória não esteja muito apurada e seja difícil perceber quem é quem., Um quarto de século de cinema e televisão separam as duas versões de Twin Peaks e isso quer dizer que muitas pessoas já viram muitas coisas entretanto. Sobretudo quando a televisão é cada vez mais o novo cinema e depois do sucesso de séries como “Stranger Things” ou “Black Mirror” é de esperar que a bitola do surrealismo e da realidade extraordinária esteja mais elevada do que quando o corpo de Laura Palmer foi encontrado.
Se antes o Agente Cooper passava a maior parte do tempo com um sereno sorriso na face, neste primeiro episódio surge com ar de índio motoqueiro em modo Angel Dust a aplicar um correctivo a um membro de uma família tão white trash que podia pertencer a “Texas Chainsaw Massacre”. Claro que as cenas estranhas continuam a suceder-se e o público passa a maioria do tempo numa espécie de bad trip “Quinta Dimensão”, sem perceber realmente o que se passa, frequentemente envolto em cortinas vermelhas e outros decors bizarros. Agora como então, os homicídios parecem ser apenas um meio para explorar a excentricidade do realizador, mesmo que grande parte da acção nem se desenrola para já na cidade de Twin Peaks. Algures pelo meio dos fenómenos e dos retalhos de diálogo, surgirá certamente uma narrativa a que o espectador se possa agarrar eventualmente, mas para já pouco mais há do que um corpo de uma bibliotecária, um Agente Cooper envolvido em bizarrias e uma cena de sexo interrompida pelo que poderia ser um fantasma de “Ringu” ou “Ju-On”.
https://www.youtube.com/watch?v=PdtNPZZxWX8
“Twin Peaks” é um exclusivo TV Séries
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