Two Door Cinema Club – Gameshow

Two Door Cinema Club | Entrevista

Estivemos à conversa com os Two Door Cinema Club sobre o novo álbum e a nova editora.

A mudança faz parte das nossas vidas. Umas vezes é desejada e outras nem tanto. Umas vezes é planeada e outras nem tanto. Há mudanças fáceis e há mudanças difíceis. Há mudanças que se abraçam e outras que nem tanto. É assim com todos nós, mais cedo ou mais tarde. Os Two Door Cinema Club estão a mudar. Têm um álbum novo prestes a sair (“Gameshow”, 14 de Outubro) e uma nova editora (a Parlophone) e nós estivemos à conversa com o Sam Halliday (guitarrista) e o Kevin Baird (baixista).

Estão prestes a editar o vosso terceiro álbum, “Gameshow”, no próximo dia 14 de Outubro. «Are We Ready (Wreck)» e «Bad Decisions» já podem ser escutados por aí. Querem falar-nos um pouco sobre o que aí vem?

Sam Halliday – É um pouco estranho porque as duas canções que já podem ouvir, são muitos diferentes uma da outra e, para além disso, são muito diferentes do resto do álbum. É um pouco bizarro… Não é um álbum que soa todo igual…

Kevin Baird – Eu penso que há quatro, cinco sub-grupos e dentro de cada um deles encontramos duas canções que têm o mesmo estilo, e isso é algo que gostamos particularmente neste disco. É variado e eclético.

Quer então dizer que o álbum é bastante diferente dos anteriores.

KB – Sim, com certeza. À nossa maneira, abraçamos a canção pop mais clássica, em vez de termos apenas aquelas guitarras desenfreadas, pelas quais somos conhecidos. Soa mais upbeat e funky e está bastante afastado daquilo que fizemos no segundo álbum.

Divertiram-se a gravar o álbum?

SH – Foi um processo um pouco bizarro porque era algo que já não fazíamos há bastante tempo e não se tornou agradável de imediato. Foi talvez preciso uma semana para voltar a entrar no ritmo. Não foi muito confortável. Para além disso, algumas das canções não estavam necessariamente terminadas quando entrámos em estúdio para gravar e por isso muitas partes foram surgindo à medida que avançávamos, quase por instinto. Antes o mais certo era termos escrito as canções e tocado-as ao vivo antes de gravar.

KB – Deixámo-nos levar, o que até foi bom. Queríamos terminar o álbum e lançá-lo o mais rapidamente possível porque já estávamos afastados há bastante tempo. Nunca no sentido de querer apressar as coisas mas ao mesmo tempo também não queríamos divagar.

Até agora trabalharam com uma editora pequena (Kitsuné). Agora começaram a trabalhar com a Parlophone, maior em todos os sentidos. Quais são as principais diferenças?

KB – Tivemos uma experiência incrível a trabalhar com a Kitsuné e adoramos aquele pessoal. Nunca teríamos chegado a este ponto se não fossem eles. Acho que se tivéssemos assinado com uma major logo no primeiro álbum, ter-nos-iam largado passados seis meses. Nunca teríamos chegado ao segundo álbum, quanto mais três. Mas o contrato chegou ao fim e todas as partes falaram bastante sobre o assunto e decidimos dar outro rumo. Em países como a França e a Inglaterra, a Kitsuné é fantástica mas nós queríamos ir um pouco mais além. Queríamos chegar mais longe. Por exemplo, vamos ter grandes concertos pela Ásia e pela América e vamos queres lançar o nosso disco aí também e com a Parlophone, tornamo-nos mais globais.

SH – Continuamos amigos do pessoal da Kitsuné. Sempre que estamos juntos é óptimo. São pessoas que adoram música e é graças a eles que conhecemos muitas pessoas interessantes por essa Europa fora mas tínhamos curiosidade de descobrir como é estar numa major e a Parlophone pareceu-nos a escolha certa porque são realmente centrados na música.

KB – Uma das coisas que nos agradou verdadeiramente foi sabermos que estávamos numa grande editora mas onde continuamos a ser nós a ditar os nossos termos. Temos tudo o que de bom há numa editora independente e a estrutura de um gigante como a Parlophone. E também há questão do dinheiro, não numa perspectiva de quanto ganhamos mas sim do orçamento que temos disponível para marketing e promoção. Somos uma banda ambiciosa mas com a Kitsuné sabíamos que não podíamos simplesmente chegar ao pé deles com uma ideia louca para um vídeo que os levaria à falência.

“Gameshow” é editado já no próximo dia 14 de Outubro, com o selo da Parlophone.



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