“Um Dia Negro” | Robert Muchamore

“Um Dia Negro” | Robert Muchamore

Escola de formação de pequenos James Bond

Para os Serviços Secretos Britânicos, o conceito de trabalho infantil era, no mínimo, alargado e aberto ao debate. Pelo menos no campo da ficção já que a Cherub, uma agência sob a sua alçada, era composta por agentes com idades entre os 10 e os 17 anos, maioritariamente órfãos recrutados em lares de acolhimento e treinados para trabalharem como agentes secretos.

Mas não se pense que qualquer petiz pode abraçar uma carreira feita de perigo. As qualidades procuradas nos recrutas da Cherub são aquelas que M. procurava em James Bond e seus pares: uma inteligência e resistência física acima da média, bem como a capacidade de trabalhar sob pressão e pensar pela própria cabeça.

As 300 crianças que vivem no campus da Cherub são recrutadas entre os 6 e os 12 anos de idade e, a partir dos 10 anos, podem trabalhar como agentes, desde que consigam terminar a dura recruta de 100 dias. Para se saber a patente de cada querubim bastará olhar para a sua T-Shirt: as cores de laranja são para os visitantes, as vermelhas para as que vivem no campus mas são ainda muito novas para pensarem na boa vida de agente, as azuis para quem está a passar pela difícil recruta, as azuis-escuras uma recompensa para o desempenho excepcional numa missão e, as pretas, são o prémio mais elevado por um desempenho notável ao longo de várias missões.

Em Abril de 2012, Ryan Sharma recebeu a T-shirt azul-escura depois de uma bem-sucedida operação para espiar o clã Aramov, uma organização internacional dedicada ao contrabando. Agora, em “Um Dia Negro” (Porto Editora, 2013), Ryan terá uma missão bem mais delicada: travar o maior ataque terrorista da história dos EUA.

Fazendo-se passar por um membro do clã Aramov, Ryan está a caminho do Equador num avião cheio de explosivos, na companhia do terrorista Elbaz. Porém, quando este muda à última hora o local da aterragem, a missão resulta num fracasso, já que apenas conseguirão apanhar alguns camiões carregados com os explosivos – para além de não conseguir evitar morte de alguns civis.

Com a ameaça governamental de fechar a unidade, Ryan terá de regressar novamente à Rússia onde, para além da complicada missão – a de travar conhecimento com Leonid Aramov, um homem violento expulso do clã que está no centro do contrabando de explosivos -, terá de lidar com Natalka, a sua primeira grande paixão que parece destinada a acabar mal. Porém, como diz o lema da casa, «Isto é duro, mas os querubins são mais duros!».

Cruzamento entre os livros de “Uma Aventura” e “Os Sete”, “Um Dia Negro” oferece um festim de adrenalina aos mais pequenos que, no topo das suas profissões futuras, porão certamente a de James Bond. Pede-se, agora, a abertura da primeira Universidade de Espionagem em solo lusitano.



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