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Uma Criança como Jake

Educar sem expectativas.

Qual é a melhor maneira de educar uma criança? Não existe uma resposta única e certa para esta pergunta. Por mais que a sociedade tenda a estipular padrões de comportamento, a educação requer compreensão e tolerância, principalmente quando as expectativas não correspondem à realidade. E Ally, interpretada por Claire Danes, é uma mãe que procura uma boa escola para o seu filho sem perceber que a sua personalidade especial pode ser o seu maior obstáculo.

Uma Criança como Jake conta com um elenco de luxo e improvável… Quem é que poderia imaginar o Sheldon de A Teoria do Big Bang a interpretar um psicólogo e pai de uma criança teimosa? Estes pais começam a perceber que educam uma criança bastante particular e que nem sempre a vão poder proteger. E é com a ajuda e profissionalismo de Judy, a diretora do infantário, interpretado pela carismática Octavia Spencer, que eles se tornam mais tolerantes e atentos à identidade de género de Jake.

O filme apresenta um argumento bastante pertinente, não só em relação a um tema ainda tabu na sociedade, mas também à forma como tece uma rede de influências entre as personagens. Com mais enfoque na mãe, que é quem mais sofre com a questão da parentalidade, pois abdicou do seu emprego para passar mais tempo com o filho e é frequentemente atormentada pela sua mãe acerca das decisões que tomou. O pai (Jim Parsons), sofre por tabela com a frustração da esposa e procura entender o modo como Jake se destaca das outras crianças e de que forma é que o podem ajudar. Mas Greg não é o único que leva por tabela com a desilusão de Ally e as discussões- que ocupam as cenas mais intensas – derivam a partir daí. Depois de alguns planos enganosos que preveem um divórcio entre os pais de Jake, a situação acalma e tudo termina numa caminhada. Caminhada esta que pode ser entendida como uma metáfora para descrever o percurso da educação. Por mais que se alimentem expectativas com base no amor, estas podem ser um grande obstáculo neste processo de crescimento, um filtro baço que nos impede de ver a essência daqueles que queremos proteger.

A associação cultural Zero em Comportamento organizou três sessões especiais com conversas sobre parentalidade, diferença e educação. Duas já ocorreram, mas ainda será possível assistir à última já depois da estreia agendada para dia 21. Tem lugar nos cinemas UCI do El Corte Inglês às 21h30, no dia 23 com o subtema “Como lidar com a diferença na Escola?”. Esta questão e as já abordadas nas palestras anteriores, deveriam ser discutidas com pais e educadores essencialmente, para que as crianças de hoje e do futuro possam ser mais tolerantes em relação à diferença. Pois só assim é possível aprender e evoluir: aceitando novos e diferentes conhecimentos.



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