“Uma Introdução ao Esoterismo Ocidental e Suas Iniciações” | José Manuel Anes

“Uma Introdução ao Esoterismo Ocidental e Suas Iniciações” | José Manuel Anes

O Esoterismo de A a Z

Aceitando o repto de passar para o papel as aulas dos cursos sobre religiosidades e espiritualidades esotéricas – há quem lhes chame também alternativas –, que tem vindo a ministrar no contexto do chamado «Âmbito Cultural» – iniciativa cultural e artística promovida pelo El Corte Inglés -, José Manuel Anes lançou recentemente “Uma Introdução ao Esoterismo Ocidental e Suas Iniciações” (Arranha-céus, 2014).

Na introdução, o autor explica a razão de nunca ter, nos seus cursos, explicitado o nome “esoterismo”: «podia ser confundido com um “ocultismo” de má fama ou com uns quaisquer sulfurosos “pós de perlimpimpim”». E trata de mostrar toda a respeitabilidade do tema, pelo qual se interessaram figuras como as de Giordano Bruno, Isaac Newton, Yeats ou Fernando Pessoa.

O interesse de José Manuel Anes no tema nasceu na primeira metade dos anos (19)60, quando se deparou com o fascinante mundo da Alquimia carregado de simbolismo. Desde então o fascínio manteve-se, tendo o seu doutoramento incidido no domínio dos novos movimentos religiosos e das espiritualidades alternativas, estudando os grupos que pratica(ra)m a alquimia em finais do século XX e inícios do século XXI.

“Uma Introdução ao Esoterismo Ocidental e Suas Iniciações” segue o formato dos diversos cursos ministrados por José Manuel Anes, tentando manter um tom coloquial ao mesmo tempo que apresenta a sua visão pessoal sobre o Esoterismo, que tem tanto de espírito académico como de vivência pessoal.

Para quem queira mergulhar no mundo esotérico, tem aqui um curso completo: uma introdução às correntes esotéricas e às contribuições dos esoteristas, incluindo as suas vias iniciáticas e os temas míticos com prolongamentos e vivências esotéricas, como – no caso português – as filosofias do Sebastianismo e do Quinto Império; a caracterização de algumas personalidades, sociedades e organizações – com particular atenção ao caso icónico da Quinta da Regaleira – que ajuda a traçar uma História do Esoterismo em Portugal; e, por último, apontam-se os holofotes a Fernando Pessoa, profundo conhecedor e entusiasta das diversas correntes do Esoterismo. Mesmo que sem direito a diploma, este é o caminho que os amantes do Esoterismo – ou simples curiosos – devem seguir.



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