Uri Caine

O mago de Filadélfia está de regresso às edições com um álbum ao vivo.

Uri Caine nasceu na Filadélfia em 1956. O piano chegou cedo à sua vida, quando tinha 7 anos, e aos 12 iniciou estudos com Bernard Pfeiffer, pianista francês exilado que tanto movimentou a cena jazzística parisiense. Com este, Uri desenvolveu durante 4 anos quer a técnica, numa escola clássica de nomes como Chopin, Rachmaninoff ou Mahler, quer a criatividade, através da composição. O jazz começou a exigir a sua atenção, pelo fascínio de Hancock, Oscar Peterson, Cecil Taylor, e os clubs passaram a ser uma forma de vida.

Depois desta escola com Pfeiffer, Caine segue para a Universidade da Pensilvânia, e os seus mestres aí serão George Rochberg e George Crumb, e terão o seu contributo no aumentar da paixão de Caine pelos compositores clássicos. Esta paixão acompanha-o até agora, e o álbum “Dark Flame” (2003, Winter & Winter) é prova disso.

Nos anos 80, Caine estabelece-se em Nova Iorque, e mergulha na cena jazz local, trabalhando com Freddie Hubbard, Phill Woods, Max Roach entre muitos outros. Os projectos a solo só começam em 93, com “Sphere Music”, uma invocação a Thelonious Monk, e o “Toys”, em 95, dedicado a Herbie Nichols, com Dave Douglas, Gary Thomas, Don Byron, Dave Holland, Ralph Peterson e Don Alias. Actualmente já são 15 trabalhos como líder, desde “Wagner in Venezia”, um arranjo do trabalho de Wagner, “The Sidewalks of New York”, um tributo a Tin Pan Alley, “Rio”, gravado ao vivo no Rio de Janeiro e que explora as musicalidades brasileiras, ou “Live at the Village Vanguard”, já à venda em Portugal, com o seu trio com Drew Gress no baixo e Ben Perowsky na bateria. Não é a 1ª vez que Caine volta a esta sala, apenas ao alcance dos imortais do jazz (Parker, Gillespie, Coltrane, Davies, Evans). Já nos anos 90, foi sideman do quinteto de Dave Douglas, e o seu fender Rhodes deixou memórias.

Na Europa, Uri Caine goza de elevado prestígio. Na Alemanha, os seus álbuns ocupam lugares de destaque. Os meios artísticos requisitam-no muitas vezes, como foi o caso do convite para a direcção musical da bienal de Veneza, da Opera de Munique para fazer uma adaptação de Schümman, ou ainda da Concerto Köln para escrever uma variação de uma obra de Beethoven.

Uri Caine é um mago que liga as melhores criações musicais do homem ocidental – O jazz e a música clássica.



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