VAARWELL | ENTREVISTA
Estivemos à conversa com Ricardo Nagy, guitarrista e teclista dos Vaarwell, para perceber melhor a que sabe o lançamento deste primeiro álbum – Homebound 456.
A voz doce de Margarida Falcão junta-se à nostálgica melodia produzida por Ricardo Nagy e Luis Monteiro, num disco que vale a pena ser ouvido.
O álbum foi gravado por Joaquim Monte no Namouche Estúdio, misturado e co-produzido por Paulo Mouta Pereira e masterizado por Miguel Pinheiro Marques (SDB Mastering). O novo disco conta ainda com a participação de Tomás Borralho (Anthony Left) e Diogo Teixeira de Abreu (Lotus Fever) nas baterias, Paulo Mouta Pereira (David Fonseca) no piano e Bernardo Afonso (Lotus Fever) nas teclas. You, o primeiro single do álbum, atingiu cerca de 30 mil audições no Spotify, duas semanas após estar disponível na plataforma e Homebound 456 promete ainda muitas mais.
Como foi o início da história dos Vaarwell?
Nós (Ricardo, Luis e Margarida) começámos a ensaiar em 2014, depois de nos conhecermos na escola, em 2012, onde estudávamos produção musical. A certa altura experimentámos fazer música juntos.
O que mudou desde essa altura até agora ?
Nós na altura não esperávamos nada. Fomos fazendo. Até porque tínhamos gostos musicais completamente diferentes e era difícil uns gostarem das coisas que os outros faziam, até chegarmos a uma ideia mais sólida. Acabamos por nos conhecer melhor, demo-nos bem, partilhámos o que ouvíamos uns cons os outros. E em 2 anos evoluímos imenso, crescemos muito juntos.
Quando se juntaram imaginaram que iriam lançar um álbum, 3 anos depois ?
Nós não tínhamos grandes objetivos quando nos juntámos, queríamos só divertir-nos. Eu e o Luis estávamos em bandas mais underground que não tinham espaço no mercado sequer e não fazíamos ideia de como era isto: dar concertos, ter uma agência
Mas estamos muito entusiasmados com esta nova vida – passámos na BBC Radio, que é uma coisa que nunca imaginámos que fosse possível. São coisas que vão acontecendo e nos dão vontade de querer mais…
O que é que ouviam? Quais eram as vossas inspirações?
Quando me comecei a dar mais com o Luis ouvíamos muito punk hardcore e a Margarida na altura ouvia mais folk. Era difícil conjugar isso. Mas completámo-nos porque o projeto começou quando eu perguntei ao Luis se ele não queria fazer algo “mais calmo”. Ele tocava numa banda de hardcore e eu noutra. E a Margarida, antes de integrar as Golden Slumbers, com a sua vertente mais folk, juntou-se a nós e começámos a construir ideias.
Quando é que a vossa música “saiu cá para fora”? Como aconteceu a transição da produção em casa para os ouvidos do público?
Foi quando lançámos o single Branches que na altura teve imensas partilhas e views no Youtube. Depois quando lançámos o EP tivemos uma boa recepção por parte do público, tivemos partilhas em blogs internacionais e tudo.
As plataformas digitais foram então a vossa grande rampa de lançamento ?
Sim. Os concertos e actuações ao vivo vieram depois.
Quanto ao nome do álbum. Porquê Homebound 456 ?
Nós temos uma música, que faz parte do álbum, intitulada 123 e o final dessa música tem uma melodia na qual a Margarida pegou para fazer o início de outra música: a Homebound 456, que acabou por dar nome ao álbum
https://www.youtube.com/watch?v=_LgPNVEYAtI
Os vossos videoclips são visualmente bastante interessantes. Qual a importância que dão a esta vertente mais gráfica e visual na vossa música?
Damos bastante importância, ainda por cima porque hoje em dia as pessoas ouvem mais singles do que álbuns e acho que tem muito mais relevância o videoclip. É uma necessidade, mesmo. Normalmente procuramos um conceito que tenha a ver connosco. Nós tentamos ter sempre uma primeira ideia antes de trabalhar com os realizadores, mas por vezes acontece ser apenas o realizador a decidir: aconteceu como The Branches e o You. Mas tentamos sempre ter algum input, principalmente a Margarida que tem sempre ideias para os vídeos.
O que podemos esperar deste álbum? E que reações esperam?
Podem esperar uma evolução musical. O álbum está muito mais bem pensado que o EP, que é um pouco disperso. É um álbum que faz sentido, do início ao fim. Esperemos que as pessoas gostem.
Como é lançar um primeiro álbum e arriscar num projeto assim?
Não foi um grande risco, na verdade. Se já tivéssemos lançado um primeiro álbum, teríamos mais pressão a gerir a expectativa. Esta é uma espécie de afirmação que implica alguma coisa boa. Estávamos um bocado nervosos ao início, mas com o decorrer do processo de produção ficámos muito contentes com o resultado final.
E novos concertos ?
Que possa revelar…vamos estar no Museu Nacional da Música, dia 20 de Maio.
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