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Vampire Weekend @ Campo Pequeno

Intenso.

A noite de 10 de Novembro, uma Quarta-Feira, foi extremamente bem passada. No entanto, há uns meses atrás, quando o primeiro concerto em nome próprio dos Vampire Weekend em Lisboa foi anunciado, muitos deviam ter como dado certo que iria esgotar. Tal não aconteceu. Não pela banda em si mas pela quantidade de concertos agendados para a primeira quinzena de Novembro. Duas coisas são certas: o Campo Pequeno estava bem composto e quem lá foi não deu nem o tempo, nem o dinheiro pago pelo bilhete como mal gastos.

Os Vampire Weekend eram certamente o prato principal da noite mas a entrada também era extremamente apetecível. Jenny Lewis fazia a sua estreia em Portugal. Não com os seus (sempre muito recomendáveis) Rilo Kiley, mas com o seu mais recente projecto, Jenny & Johnny. O Johnny, para quem não sabe, é Johnatan Rice, um songwritter norte-americano de ascendência escocesa e namorado de Jenny Lewis.

Eram 21 horas em ponto quando Jenny & Johnny subiram ao palco do Campo Pequeno, acompanhados por um baixista e um baterista. Na bagagem traziam o novo “I’m Having Fun Now”. Não são muitos os álbuns que, somente pelo título, conseguem resumir também aquilo que são. “I’m Having Fun Now” é um desses casos. Jenny & Johnny estão felizes, isso é óbvio, e isso acaba transparecendo na sua prestação em palco. Um conjunto de temas que facilmente puxam pela assistência e que desempenham na perfeição o seu papel: preparar o terreno para Ezra Koenig e companhia. Foram 45 minutos a um bom nível.

O relógio marcava 22h10 (mais coisa menos coisa), quando os Vampire Weekend tomaram de assalto a praça de touros do Campo Pequeno. Começava-se a notar alguma impaciência no ar mas quando os primeiros acordes de «Holiday» se ouviram a loucura instalou-se e não mais haveria de parar até os Vampire Weekend darem por encerrada a sua prestação. Aos primeiros acordes tornou-se por demais evidente que noite a de abertura da digressão europeia estava ganha.

O alinhamento foi repartido entre “Vampire Weekend” e “Contra” e mal dava para respirar. «White Sky», «Cape Cod Kwassa Kwassa», «I Stand Corrected», «M79», «Bryn» (com uma sonoridade que parece ter algo de português!), «California English», «Cousins». Seguiu-se «Run» que deu para o pessoal recuperar um pouco o fôlego mas que deixava um aviso no ar: “You know, there’s no where else to go”.

Tamanha descarga não dava tempo para grandes conversas mas convenhamos que não era para isso que os Vampire Weekend ali estavam. «A-Punk» instalou a loucura total e antecedeu o coro colectivo da noite, com o já habitual ensaio e com uma referência às anteriores passagens pelo nosso país, com especial destaque para o último SBSR.

Um olhar em volta revelava sorrisos e boa disposição, nada de estranhar! Antes de abandonarem o palco pela primeira vez, ainda ouve tempo para dançar ao som de «Diplomat’s Son», «Giving Up the Gun», «Campus» e «Oxford Comma». Depois instalou-se um mais do que previsível barulho ensurdecedor que exigia o regresso da banda de Brooklyn ao palco. Regresso que aconteceu ao som de «Horchata», a faixa de abertura de “Contra”. Se se fechasse os olhos era possível imaginarmo-nos numa praia, à sombra e a apreciar uma Horchata. O concerto aproximava-se do fim mas ainda houve tempo para «Mansard Roof», «Wallcot» e um sincero agradecimento ao público pela dedicação demonstrada ao longo de todo o concerto. Eram 23h30 e os corpos ali presentes podiam estar cansados mas também transpiravam satisfação.

Intenso!



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