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Vampire Weekend @ Coliseu (26.11.2019)

Microclima no Coliseu de Lisboa tornou este dia de Outono, num dia de Primavera.

Os Vampire Weekend começaram a trilhar o seu caminho há 10 anos, como Ezra fez questão de relembrar. A geração que começou a ouvir a banda entre os 18/20 anos, neste momento tem 28/30 anos. A plateia estava composta com estas gerações, mas não só, em palco encontram-se uns vampiros mais evoluídos.

O concerto agendado para o Coliseu de Lisboa marcava o regresso dos Vampire Weekend, mas desta vez em nome próprio. A sala quase esgotada esperava e os vampiros do mundo da música apresentaram-se à hora marcada para mais de duas horas de um serão espectacular. Neste espectáculo houve um microclima que abateu sobre a sala e transformou o dia do mês de Novembro numa noite primaveril.

Aos primeiros acordes de «Flower Moon», o público corresponde com palmas e estava dado o pontapé de saída para uma note de festa e de comunhão. Logo de seguida, «Holiday» demonstra o verdadeiro espírito das musicas pop e dançáveis para que ninguém fique de fora.

Antes de lançar a sua «Bambina», Ezra recorda que teve em Portugal, no verão que passou e que é apenas o primeiro concerto em nome individual da banda. Cantado em conjunto com o público «One (Blacks Got a New Face)» permite a descompressão e quebra todas as barreiras da monotonia.

Depois de «Oxford Comma», o músico informa que tem tantas músicas boas para tocar, antes da passagem para «Jonathan Low», musica da saga Twilight e que não precisam de ter visto o filme. O abanar das ancas vem com «Sunflower» divinal, antes de um riff de guitarras, fazendo lembrar um momento de puro rock and roll.

Em «Married in Gold Rush» não houve Danielle Haim, mas houve um bom casamento, num momento descontraído e muito country. Mas, este momento de aparente calma torna-se escasso quando os Vampire Weekend apresentam-nos «Diane Young», «Cousins» e «A-Punk» todas de seguida que fez com que todo o Coliseu se transforma-se numa pista para cantar e pular, como as próprias musicas o obrigam. Quem tem uma sequência destas arrisca-se a rebentar com a sala lisboeta e provocar uns quantos ataques de pânico.

Para o encore estavam reservadas surpresas, desde «My Mistake» com um fã vindo de Nápoles a tocar piano e ao requisito de «The Kids Don’t Stand the Chance», música que não tocavam há algum tempo.

«Ya Hey» apareceu naturalmente nesta fase, mas a terminar foi «Walcott» que varreu por completo aquilo que ainda restava e fez todo o coliseu dançar de forma entusiástica ao som do “velhinho” de 2008.

 

Texto por Tiago Cecílio e fotos por Tiago Cortez // Everything is New 



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