Villalobos

Um dos mais importantes nomes da cena electrónica da América da Sul apresenta-se ao vivo no Lux, dia 4 de Março.

O tempo do hard house e do techno parece ter acabado. A noite adoptou novas sonoridades dominadas pelo electro e pela diversidade. Os sons mais minimalistas e experimentais estão a captar a atenção de uma comunidade atenta e exigente que está sempre à procura de novos sons e conceitos. Um dos responsáveis por esta mudança electrónica é Chileno, chama-se Ricardo Villalobos e vai estar ao vivo em Portugal, no inevitável Lux.

Villalobos faz parte de um conjunto de artistas chilenos que neste início de século começaram a emergir na cena electrónica mundial (Dandy Jack, Pier Bucci, Chica Paula e Lucien N. Luciano). A viver na Alemanha desde que seus pais saíram do Chile, fugindo do regime político do ditador Augusto Pinochet, Villalobos, como tantos outros, começou a sua carreira como animador de algumas festas de amigos, tendo posteriormente iniciado a produção dos seus próprios temas.

Com mais de 60 discos de vinil lançados, Villalobos foi revelado ao mundo electrónico por selos como a Playhouse, Perlon, Ongaku, Good Groove, Mentalgroove e Context Terrior. Desde o início da carreira, a sua sonoridade ficou rotulada de minimalista, em que a percurssão e a repetição eram marcantes.

Depois da participação em diversas colectãneas, Villalobos lançou um dos mais importantes ábuns electrónicos de 2003 –  “Alcachofa”, com o qual conseguiu misturar de uma forma inovadora, as sonoridades experimentais com uma electrónica mais comercial e mais easy listennig,

No segundo semestre de 2004 foi editado o segundo álbum, “Thé au Harem D´Archimede”. Inspirado no “Chá no Harém de Arquimedes”, um trocadilho com o Teorema de Arquimedes, o disco ficou um pouco àquem das expectativas que se encontravam muito altas após o primeiro registo de originais.

Devido a esta heterogenidade de sons, a música do Chileno tornou-se dificil de rotular. São ritmos orgânicos, altos e baixos de percurssão, pausas vibrantes e uma energia constante à qual se torna difícil alguém ficar indiferente.

Ao vivo, os sets de Villalobos são muito mais dançáveis que em disco, o que deixa antever mais uma grande noite de música no espaço lisboeta.



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