Vitalic @ Lux

Poder & Liberdade.

Os rumores que indiciavam mais uma enchente de quinta-feira verificaram-se; o retorno de Vitalic para 3 datas em Portugal iniciou-se em Lisboa, passou por Coimbra e terminou no Porto numa intensa escalada sonora.

Os avisos para chegar cedo foram ouvidos por muitos, mas em grande número foram os que ficaram em espera numa enorme fila junto à porta, que se prolongava por muitos metros.

Com Yen Sung no Bar, coube a Expander e Nelson Flip o enquadramento ao live-act numa toada minimal-tech, que impôs o ritmo precedente à autêntica tempestade que se aproximava.

A entrada em palco de Vitalic deu-se pelas 2h20 da madrugada, sendo recebido por uma legião expectante que lotava praticamente toda a discoteca. Actuando sozinho, apenas acompanhado pelo seu Laptop (utilizando o Live! da Ableton; informação para os mais meticulosos), praticamente arrasou a audiência percorrendo OK Cowboy, antigos 12”s e remisturas da sua autoria (como «Technologic» dos Daft Punk). «La Rock 01» e «My Friend Dario» foram os temas que arrancaram o maior feedback do público e muitas foram as vezes que os decibéis roçaram o limite da dor.

As barreiras encontradas numa típica actuação em formato DJ Set são completamente ultrapassadas numa actuação ao vivo. Encadear discos tem condicionantes que limitam o leque de opções, seja pelo limite de discos que se pode carregar ou pelo desenquadramento com o público; transmitir, no momento, o “nosso” próprio som, a quem pagou para nos ouvir, traz consigo um Poder de controlo muito mais elevado sobre cada música e uma maior Liberdade na escolha do caminho a seguir.

O concerto, com uma duração a rondar os 40 minutos, acabou por ser “curto” para muitos, no entanto teve o tempo suficiente para Vitalic expandir todo o seu mundo criativo. Aqueles que protestaram talvez o tenham feito pela frustração de não verem continuada tal intensidade sonora por mais tempo, mas o retorno de Expander e Flip acabou por compensar esse facto, visto que a discoteca permaneceu praticamente intransitável pelo resto da noite.

Nota para disparidade de temática/energia entre os dois pisos que quase fazia crer, a quem subia, que no Bar passava suave música ambiente. Uma transição menos brusca teria sido mais adequada.

Penúltima actuação de quinta-feira com convidado estrangeiro, seguir-se-á Nathan Fake para depois Pop Dell’ Arte fechar um ano de concertos.



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