Vitalic @ Lux

Um report prepositadamente fora de horas, para relembrar uma das melhores noites do Lux deste ano.

Desde o princípio do mês de Novembro, quando o vi no cartaz do Lux, o nome de Vitalic ecoava na minha cabeça. Afinal, era mais um artista mundialmente reconhecido no mundo do electro, amigo pessoal de Miss Kittin, que visitava Portugal, mas desta vez não existia a necessidade de ser num festival onde o seu nome poderia de uma forma passar para segundo plano.

Não! Ele deslocava-se ao Lux na companhia dos Electro Troopers. Parecia quase irreal, uma quinta-feira de extrema qualidade que não poderia deixar passar.

Pode parecer uma idiotice, mas ao entrar no Lux, facilmente se observava que as pessoas que estavam presentes eram, no mínimo, vitálicas e que a comunidade que segue estas tendências estava presente para receber o Sr. Pascal Arbez.

Pascal Arbez, mais conhecido como Vitalic, pisou o palco às 3:45 am, após um longo warm-up realizado pelos Electro Troopers onde a pista do piso de baixo do Lux se encontrava a meio gás. É óbvio que mal o primeiro centimetro quadrado da sua sola entrou em contacto com o primeiro degrau do palco do Lux, a pista enche-se e todos tentam colocar-se o melhor possível para o ver.

Vitalic é uma personagem bastante normal, vestido de preto e com um sorriso de vitória sobre a vida estampado no rosto. Vida pela qual teve de lutar muito e passar muitas fases duras para hoje estar onde está.

Mal o seu som começou a encher o Lux, os berros, os assobios, a festa que se apresentava a nossa frente era simplesmente delirante, por parte de todos aqueles que esperam ver mais artistas do genéro como Goldenboy, The Hacker, Ladytron e quem sabe Miss Kittin de volta ao Lux e que conseguiram receber mais uma vez de forma estupenda um nome como o de Pascal Arbez.

Vitalic começou de forma suave com alguns êxitos já conhecidos, onde levou ao rubro todo o público presente, acompanhando o set a cantar algumas faixas mais mainstream que fez com que o calor aumentasse.

O suave que serviu de entrada, foi aumentado de uma forma gradualmente positiva até um tom bem mais pesado, que fez com que as pessoas que não conheciam Vitalic na sua essência, abandonassem a pista. Desta forma, e numa opinião muito pessoal, vejo isto como uma forma elitista, de pôr de parte quem o conhece e quem não conhece o seu trabalho. Há quem o odeie, há quem o admire.

O som ecoava por toda a Lisboa, a força dos baixos e do beat eram tão fortes que faziam com que o próprio Lux se abanasse de forma descontrolada, um verdadeiro tremor de terra estava a ser presenciado pelo público, de uma forma fantástica este tremor de terra acaba com La Rock a ecoar bem alto; era na realidade a “buzina” da bonança, após esta tempestade doida.

La Rock foi sem dúvida o ponto alto da noite, um remix passado entre o electro e o acústico que, todos os que o ouviram ficaram com ele no ouvido. Os que conheciam ficaram babados com o remix, os que desconheciam ficaram espantados com La Rock. Nada de anormal…

A seguir a esta buzina, Vitalic acolheu aqueles que com ele ultrapassaram a tempestade com um electro suave, muito new wave, com rasgos de electroclash cantados pelo próprio, que fizeram com que o Lux entrasse num estado fantástico.

No fim do set, ninguém queria acreditar que já tinha acabado e todos gritavam por mais. Pascal ainda passou mais uma faixa, e perante um público super assanhado que não o queria deixar ir embora, saiu com um sorriso na boca, mostrando que por ele próprio também seria a noite inteira.



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