Vodafone Paredes de Coura 2013 | Dia #1 (13.08.2013)

Vodafone Paredes de Coura 2013 | Dia #1 (13.08.2013)

Ontem inaugurou-se o recinto oficial nesta 21ª edição do Festival Paredes de Coura e a noite foi dos portugueses.

O warm-up de segunda-feira, com um dos já conhecidos do Festival Paredes de Coura, Nuno Lopes, deu as boas-vindas aos festivaleiros e apresentou à população da pequena vila minhota os novos e os já muitos repetentes de longos anos, com um dj set a viajar entre o electro, Rap, R&B, entre outros.

Ontem, inaugurou-se o recinto oficial nesta 21ª edição do Festival Paredes de Coura, e a noite foi dos portugueses.

Foi aos lisboetas Tape Junk que couberam as honras de abertura dos primeiros acordes saídos na praia fluvial do Taboão. O folk, o outlaw country, o indie rock: estas são vanguardas que estão presentes no projecto pessoal de João Correira, vocalista dos Julie and the Carjackers, e que foi editado pela Optimus Discos. O músico fez-se acompanhar por outros três amigos que, de guitarras livre e vozes limpas, soltaram a garra que os une! No meio deles, Frankie Chavez, o português que trouxe uma nova sonoridade para as guitarras da nova música portuguesa.

Estamos talvez no melhor momento da melhor música portuguesa, onde é importante garantir que o que se faz cá dentro tem de sair para fora e, acima de tudo, percebemos que quem estava ontem no recinto estava de corpo e alma com as bandas que por lá passaram.

Prova maior disso mesmo foram os Sensible Soccers.

A banda, que já havia tocado no Warm-Up Paredes de Coura, não arrumou as botas e veio a Paredes de Coura fazer a dobradinha. Os quatro sensíveis, amigos dos tempos da Rádio Universidade de Coimbra, estrearam-se no ano de 2011 e são hoje uma das novas promessas da nova música portuguesa. Estamos a falar de instrumentalismo puro e duro e de como se pode conjugar o psicadelismo e o ambientalismo numa seriação entre o noise e o melódico dos sintetizadores ou os riff’s e os beats quebrados que não estaríamos errados se disséssemos que marcarão o novo trabalho que se avizinha.

Em estúdio para a gravação do seu primeiro longa-duração, depois de se terem dado a conhecer com o EP homónimo, a banda mostrou algumas das músicas que ficaram de fora do primeiro registo discográfico e outras tantas que estarão, certamente, neste primeiro álbum.

A meio do concerto, em «Sofrendo por Você», entra em palco mais um “jogador”. Uma performance de “futebol-dança” que marcou a plasticidade de um concerto que ficará na memória de muitos. São exemplos destes que também nos fazem vir a Paredes de Coura, para comprovar ou descobrir grandes bandas e grandes concertos. Os quatro músicos levaram todas as bolas possíveis e em remate perfeito terminaram com «Fernanda» e «Twin Turbo». Aqueles que lá estavam aplaudiram, todos sem excepção, de braços no ar e de palmas rijas. Fazendo o prognóstico, o 4 por 4 destes senhores, está alinhado e capaz de se pôr, lado a lado, com outras equipas e noutros campeonatos.

E, às 23h10, sobe então a palco Moullinex.

Este que é um dos projectos do clubbing português que mais se tem catapultado para fora de portas, chegou ontem ao Festival Paredes de Coura em máxima força e com o álbum “Flora” na bagagem. Da família Discotexas, o projecto individual de Luís Clara Gomes, tocou o melhor da sua electrónica sempre com back vocals conhecidos de todos, o que permitiu que, numa actuação que pecou pela curta duração, o êxtase fosse quase instantâneo por parte do público. Uma injecção de adrenalina rítmica, num set que viveu muito para lá das produções individuais do produtor português, revivendo também muito do que são as suas remisturas, como é o caso de «Maniac», que produziu juntamente com Peaches, aqui interpretada em palco por Da Chick.

Se este seria um warm-up para o que hoje podemos esperar em palco com o projecto The Discotexas Band, onde se juntam os parceiros Xinobi e Da Chick, então a dose sairá hoje em festa redobrada! Os vários apelos de Da Chick para uma forte comparência do público, foram um sinal evidente disso mesmo.

Depois das 00h00, os courenses The Filthy Pigs.

Foram os últimos a subir a palco nesta primeira noite. A presença deste duo marca muito do que é a essência de um festival que, depois de toda a projecção mundial que conquistou, nunca conseguirá esquecer que este é, acima de tudo, um festival organizado por amigos, na vila onde nasceram e também com as pessoas que cá vivem. Cá em baixo, na calçada do Palco Vodafone FM, estariam muitos outros courenses, ou não, orgulhosos por ver em palco o estandarte da vila mesmo ali em frente para todo o festival ver e dizer: “estamos (e sejam bem-vindos) a Paredes de Coura!”

Ouviu-se de tudo um pouco, numa playlist que se notava íntima e comum aos dois. Enraizado no rock, no progressivo, por vezes a tocar o new metal, e também nos grandes clássicos. De Arctic Monkeys a Neil Young, este foi um set abrangente que alargou e abarcou os gostos de todos, mas especialmente, daqueles que ainda não esqueceram de como o Paredes de Coura já foi um festival de guitarras duras e baterias progressivas.

Hoje, no segundo dia do festival, sobem a palco: The Discotexas Band, Unknown Mortal Orchestra, Alabama Shakes, Bombino e Heartbirds.



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