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Vodafone Paredes de Coura 2018 | Reportagem (com fotos)

Com um cartaz mais eclético do que estávamos habituados, talvez a piscar o olho a outros públicos, o Vodafone Paredes de Coura voltou a preencher corações

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Gosto sempre do Festival de Paredes de Coura. Mais do que o alinhamento do cartaz, que pode em maior ou menor escala causar entusiasmo, temos a vila, o rio, a paisagem, os autóctones que contribuem para e garantem sempre uma experiência positiva. Ir a banhos na praia fluvial do Taboão, conhecer os locais encantados e encantadores da vila, relaxar. O festival é muito mais do que música, é cultura é literatura e poesia. Ter o António Zambujo, a Manuela Azevedo e o José Eduardo Agualusa a contarem-nos histórias à beira rio é um privilégio só possível no Festival de Paredes de Coura.

Paredes de Coura é um festival para toda a gente, gente mais jovem, “gente crescida” e também para as famílias, as famílias cool que levam os petizes para desfrutar do Festival. Os petizes acompanham os pais nestes dias de festa, usam protectores para os ouvidos enquanto assistem aos concertos e vibram com o ambiente. Não deixa de ser comum cruzarmo-nos com festivaleiros pequeninos como a Carlota, quase 4 anos de idade e já possuidora de um refinado gosto musical.

Gente de todas as idades e tamanhos, pessoas pequeninas, como gosto de chamar as crianças que observo pelo recinto. Não deixo de pensar na excitação que deve ser para eles poderem acompanhar os pais ao Festival.

Sosseguem os protectores das crianças, que as mesmas são acompanhadas por pais responsáveis e recolhem-se bem antes dos últimos artistas subirem ao palco.

Diz-se que Coura é amor, é o Couraíso. A organização procura sempre maneiras de inovar e melhorar o recinto. Este ano verificou-se um aumento na zona da restauração, melhoria nos balneários e nos pontos para espectadores de mobilidade reduzida.

Com um cartaz mais eclético do que estávamos habituados, talvez a piscar o olho a outros públicos, pretendendo uma universalidade que todos desejamos não caia na descaracterização, apresentou alguns nomes menos conhecidos ou estreantes nos palcos portugueses como sejam Marlon Williams, Miles Sanko, Curtis Harding, Yasmin Hamdan, DIIV e Big Thief e outros repetentes como King Gizzard & the Lizzard Wizard, Arcade Fire, Kevin Morby e SlowDive. Não faltaram também as bandas portuguesas.

Dia 1 

O primeiro dia do Vodafone Paredes de Coura começa com o rock alternativo e electronic Pop Rock, sonoridade mais actual, dos Grandfather´s House. Esta banda de Braga apresenta um som denso e com complexidade. Guitarra, bateria, teclas, saxofone e sintetizadores aliam-se à voz poderosa de Rita Sampaio. Ficou patente, na evolução do seu som, a experiência de alguns anos juntos e inúmeros concertos. Proporcionaram um bom espectáculo.

Seguidamente chega Marlon Williams, pouco conhecido de muitos mas aguardado por alguns. O músico neozelandês conta já com dois álbuns e é-lhe reconhecido talento e críticas entusiásticas.

Voz doce, a lembrar os autores como Roy Orbison e letras que extravasam sentimento. «The First Time I Ever Saw Your Face» foi a primeira canção interpretada por Marlon Williams sozinho em palco com a sua guitarra. Um início brilhante, uma voz linda e uma guitarra, não foi preciso mais nada para ter sido perfeito.

Posteriormente entram em palco os Yarra Benders, a banda que o tem acompanhado em tour. Uma parte do público desconhecia o trabalho de Marlon Williams ou pelo menos não o identificava, mas ficou rendido ao artista. E sim, deu-se uma história de amor em palco, sim amor, porque o amor não tem só finais felizes.

«What’s Chasing You», «Nobody Gets What They Want Anymore» e «Party Boy» temas do seu segundo e mais recente álbum “Make Way For Love” proporcionaram as delícias do púbico.

O álbum “Make Way For Love” não é propriamente uma ode ao amor bem sucedido, mas sim uma catarse, uma espécie de expiação de um amor terminado, talvez por ser escrito no rescaldo do fim da relação com Aldous Harding. Os comuns mortais apanham um pifo, choram no ombro dos amigos, vociferam contra o anterior amor e os talentos geniais criam um dos álbuns mais bonitos lançados em 2018.

Marlon Williams teceu palavras de amor a Portugal, às casas de fado que visitou na noite anterior, coisa que por si só não é fora do comum, mas vinda dele, do cantor da voz romântica, lembrando épocas áureas antigas, queremos acreditar piamente numa ligação especial.

Aliás não deverá ter havido menina presente no concerto que não tenha desejado uma ligação especial com Marlon Williams e a possibilidade de ceder o seu ombro, e não só, para curar o coração partido dele.

Um bom concerto, uma celebração no crepúsculo, um por sol inebriante de música.

De seguida sobem os Linda Martini ao palco. Veteranos em experiência e no Festival, foi a quarta vez que subiram aos palcos do Festival de Paredes de Coura. A banda com créditos firmados na cena do Indie Rock português não desiludiu. O concerto começou com temas «Gravidade» e «Boca de Sal», do último disco,  que foram bem-recebidos pelo público. Houve lugar também aos clássicos como sejam «Amor Combate», «Mulher-a-Dias», «Cem metros Sereia» e algumas mais recentes como «Dez Tostões».

King Gizzard and The Lizard Wizzard regressam a Paredes de Coura depois de em 2016 tomarem de assalto o Festival com a sua música repleta de influências do Rock dos anos 60 e 70, da “British Invasion”, do Rock psicadélico e do Heavy Metal inicial. Concerto eletrizante com direito a mosh do início ao fim.

Canções como «Digital Black», «Vomit Coffin» e «Lord of Lightning» abriram o concerto e remeteram-nos para o seu álbum “Murder of the Universe” de 2017, seguidas de «Rattlesnake» e «Sleep Drifter» do álbum “Flying Microtonal Banana” também de 2017. Lugar ainda para revisitar os álbuns anteriores, com temas como, «Cellophane», «Robot Stop», «Big Fish Wasp», «Gamma Knife» e «People Vultures» dos álbuns “I’m In Your Mind Fuzz” e “Nonagon Infinity”.

Um concerto electrizante e explosivo, executado na perfeição, uma banda com produção profícua e sempre de excelente qualidade.

The Blaze foram os cabeça de cartaz deste primeiro dia. O duo francês de batida electrónica que tem no repertório apenas um EP – “Territory” – e alguns singles, tem vindo a causar sensação e a percorrer vários dos melhores festivais de música internacionais. São conhecidos não só pelas músicas que nos levam instintivamente e instantaneamente a dançar como pelos vídeos bem produzidos e dignos de ecrãs de cinema.

O seu som eletrónico, com mistura de house e dance, levou o público para uma dimensão paralela, diametralmente oposta à do mosh dos King Gizzard and the Lizard Wizzard. Sim, o público era o mesmo, mas movia-se nos vários espectros musicais apresentados. Referência para os temas «Virile», «Territory» e «Heaven» que permitiram que o público entrasse em transe. Aguardamos novos trabalhos do duo para que na próxima o concerto possa ser mais longo e saboreado por mais tempo.

Fotografias | Dia 1

Dia 2 

A abertura do palco principal aconteceu ao som dos X-Wife. A banda do Porto de Indie Rock e Pós-Punk conta já com vários anos de experiência, muitos concertos e uma ligação forte a Paredes de Coura onde se estrearam em 2003. Os X-Wife lançaram um novo álbum “This Game” em Abril deste ano, que foi apresentado na altura ao vivo em concertos em Lisboa e Porto. O concerto em Paredes de Coura trouxe mais uma oportunidade de promover o novo álbum sem esquecer os êxitos do passado. Os X-Wife não desiludiram, deram concerto vibrante, ritmos rock, punk com pitada de eletrónica, acompanhado pela voz de João Vieira com os seus gritinhos e atitude punk.

Shame, a banda inglesa com o seu álbum de estreia “Songs of Praise” lançado em Janeiro deste ano, fizeram as delícias do público no palco Vodafone. Uma vez mais a celebração do Indie Rock e Pos-Punk, com actuações vibrantes cheias de head banging e saltos energéticos, que foram acompanhados e replicados pelo público. Houve euforia e crowdsurfing com a participação do próprio vocalista da banda Charlie Steen. Uma estreia marcante em Portugal.

Por volta das 21h20 foi a vez de The Legendary Tiger Man se apresentar no Palco Vodafone. É refrescante ver as bandas nacionais no palco principal com o protagonismo que também merecem. Deixando de lado o conceito de one man band, Paulo Furtado apresentou-se com João Cabrita no saxofone, Paulo Segadães na bateria e Filipe Rocha no baixo. Apesar das dificuldades técnicas e do feedback generoso, como o próprio Tigerman disse, não deixou de haver a explosão de Rock n’ Roll vigoroso e possante com tudo a que tem direito: crowdsurfing, pulos e gritos de celebração. Referência para «Black Hole» e «Fix of Rock n’ Roll» do mais recente álbum “Misfits” sem descurar os temas clássicos como «Naked Blues» e a cover «These Boots Are Made For Walkin».

Paulo Furtado confessa sentir-se generoso no amor, amor pelo público e orgulho por estar em Paredes de Coura.

Gosto do termo anacrónico, foi das primeiras palavras difíceis que aprendi, mas não vou utiliza-la para me referir ao cartaz do Festival, vou sim chamar-lhe eclético, variado nas sonoridades e tendências, de largo espectro.

Depois da explosão de rock de Tigerman e seus companheiros é a vez de Fleet Foxes subirem ao palco principal. De inspiração Folk e Country não se pode negar o curriculum da banda que inclui uma nomeação para melhor álbum folk nos Grammy, bem como admiradores por todo o mundo. Robin Pecknold tem uma bela voz e as músicas são bonitas e bem executadas. Os efeitos cénicos com paisagens naturais e elementos geométricos proporcionavam um misto de relaxamento e hipnose. Mas o contraste com as bandas anteriores foi tão evidente que causou alguma desilusão a um público mais purista.

Referência para o momento em que o vocalista Robin Pecknold reconhece um fã de outro concerto interage com ele e oferece-lhe o seu casaco.

A encerrar o Palco Principal os Jungle fizeram a festa. Entusiasmados por estarem no Festival e deslumbrados com a quantidade de espectadores aproveitaram para desejar um fim-de-semana maravilhoso para podermos esquecer os problemas do mundo e aproveitar a companhia uns dos outros. A banda britânica liderada pelo duo de amigos de infância J e T souberam pôr toda a gente a dançar com o seu som de fusão de funk, rock, soul com laivos dos anos 70, muita percussão, baixo, guitarra com distorção, falsetes. Uma música vibrante e suculenta, um dos melhores concertos da noite. Apresentaram músicas do seu segundo disco que vai estrear em Setembro, como sejam «Casio» e «House in LA», o single de promoção do seu novo álbum e muito bem recebidas pelo público. Lugar ainda para recordar as músicas do álbum de estreia “Happy Man”; «The Heat» e o tema «Time» que fechou com chave de ouro. Referência também para a homenagem à grande rainha do Soul Aretha Franklin que faleceu na Quinta-feira dia 16 de agosto, “rest in peace Aretha, we will miss you”.

Fotografias | Dia 2

Dia 3 

Lucy Dacus estreou-se em Portugal no palco principal perante uma arena pouco cheia. A cantora e compositora apresentou ao público português o seu segundo álbum “Historian”. De guitarra em punho e voz doce, contudo com amplitude, Lucy e o seu trio apresentaram um rock com letras pungentes e sentidas. Um concerto ameno, para apreciar ao pôr-do-sol, com espectadores a acompanhar as letras de algumas canções para grande surpresa da artista. O público português tem destas coisas, eclético, curioso e conhecedor das novas tendências e revelações.

Kevin Morby era já esperado no palco principal. Repetente em Portugal e no Festival de Paredes de Coura, Kevin Morby atrai sempre um enorme número de apreciadores da sua música. Um concerto competente e emotivo contudo simples. Iniciou o espetáculo com «City Music», tema que começa de jeito simples e vai crescendo, ganhando corpo. Referência também para temas como «Dry Your Eyes» e «Harlem River» e a jam session de trompete e bateria que conquistou o público.

21h20, DIIV entram no palco principal. Afirmam ter vindo directamente de Los Angeles para Paredes de Coura para o maior público de sempre da carreira e apelam várias vezes durante o concerto para o público – “Make DIIV cool again”. É notória alguma desorientação e debilidade física no vocalista Zachary Cole Smith que nos entristece. O seu som pós punk, dream pop com pitada de shoegaze é muito interessante e os dois álbuns já editados são muito bons. Havia muita expectativa em vê-los ao vivo e o concerto não deixou de ser apreciado pelo público. Referência para «Is This Is Are» com que iniciaram o alinhamento, «Doused», usada num anúncio da NOS (perdão pela publicidade à concorrência) e «Dopamine». O espectáculo termina com «Wait» e direito a uma ovação do público.

Slowdive lançaram em 2017 um novo álbum com o mesmo nome e foi bem recebido pela crítica. Depois de um interregno de mais de 20 anos e desde o seu regresso em 2014 que a crítica e o público lhe devolveu o lugar merecido no panteão da música Indie Rock na vertente dream pop e shoegaze. Longe vão os tempos em que num concerto em Coventry, na década de 90, olharam para o público e estava a senhora da limpeza a passar a esfregona no recinto, como confessaram numa entrevista dada ao jornal Guardian em Março de 2017.

Depois de um concerto arrebatador no Festival de Paredes de Coura em 2015, entre outras passagens mais recentes por Portugal também bem sucedidas, a expectativa era  muito alta. A banda regressou aos palcos e aos álbuns como se nunca tivesse interrompido a sua carreira. O concerto foi bonito, estabeleceu muito bem a relação e a passagem entre os êxitos iniciais e os os recentes. Temas com «Allison» e «When The Sun Heats» despertaram a nostalgia e temas novos como «Slomo» e «Sugar For The Pill» mostraram a evolução coerente da banda.

Skepta e o seu grime foram cabeça de cartaz deste terceiro dia de Festival protagonizando mais um momento eclético no alinhamento das bandas. Skepta está a dar cartas no hip-hop e foi vencedor de um Mercury Prize. Apresentou-se com o DJ Maximum e o álbum “Konichiwa” dominou o alinhamento. As linhas da frente do palco eram compostas por fãs que acompanhavam os refrões das músicas. A dada altura o entusiasmo do público traduziu-se no arremesso de um copo de plástico ao palco que obrigou Skepta advertir o público e ameaçar parar o concerto.

E por fim as esperadas Pussy Riot. A curiosidade movia o público, toda a gente queria ver as activistas controversas da Rússia. Mais do que a sua música, todo o contexto social e político onde vivem e contribui para os seus statements eram alvo de curiosidade e alguma reverência. Por isso não se estranhou que se apresentassem de cara tapada usando balaclavas amarelas e o alinhamento inicial fosse precedido de 25 afirmações de contexto social e político. Ouviam–se comentários entre o público dizendo que foram em número excessivo porque queriam ver um concerto e não um comício político. Mas Pussy Riot são efectivamente mais do que uma banda; são um movimento, pelo que todo esse activismo seria não só esperado como desejado. O público teve direito a comício e divertiu-se ao som de temas como «Make America Great Again».

Fotografias | Dia 3

Dia 4 

O anfiteatro natural estava com lotação esgotada para o último dia do Festival.

No fim da tarde subiram ao palco Vodafone FM os portugueses Keep Razors Sharp. A banda composta por elementos de várias outras bandas, como sejam Afonso (Sean Riley & The Slowriders), Rai (The Poppers), Bráulio (ex-Capitão Fantasma) e Bibi (Pernas de Alicate) são uma banda de amigos que sentiram um impulso criativo e fazem um rock encorpado nas horas vagas de outros projectos.

Temas já conhecidos como «Lioness», «I See Your Face» e «By The Sea» foram apreciados pelo público. Rai deu uma queda e precisou de morfina para aguentar as dores e continuar a actuação no concerto. Abençoada morfina. A banda prevê lançar novo álbum ainda este ano.

No palco principal Miles Sanko, o senhor da Soul/Jazz, e a sua banda davam um verdadeiro espectáculo. Sorridente e maravilhado com o Festival deliciou o público com a sua Soul de teor jazzistico. Um artista genuíno; o seu álbum de estreia, “Born In Black & White” de 2013, vendeu bem sem recorrer a qualquer distribuição ou marketing, o seu segundo álbum “Forever Dreaming” foi gravado com recurso a crowdfunding. Respeito por alguém cujo trabalho lhe conferiu reconhecimento sem recurso a manobras de marketing ou grandes make-overs. Temas bem cantados, bem tocados, com muito groove, para dançar com um sorriso nos lábios e nos olhos também.

Curtis Harding é sexy para caramba. A sua voz apaixonada deambula entre o sussurrante e o suculento, e os seus movimentos são cool. A sua música recolhe influências da Soul, do R&B, do Rock, do Funk, tudo bem misturado numa sonoridade apelidada de Slop’ n’ Soul. Som com grande diversidade, que incorpora instrumentos como o clarinete e o saxofone, que nos transportam para um lugar onde a música e os respectivos arranjos nos completam.

Referência para «Next Time» e «I Need Your Love», a sua música mais conhecida, com a qual encerrou o concerto.

Sentia-se a expectativa no ar para ver os cabeça de cartaz Arcade Fire. Mas antes o público teve direito a apreciar Dead Combo ao vivo. É sempre um prazer ver e ouvir Dead Combo, uma experiência rica que abraçamos com afecto cuidadoso. Para além da dupla original, Pedro Gonçalves e Tó Trips, apresentaram-se com Quintino no Contrabaixo, Gonçalo Prazeres e Gui no saxofone e Alexandre Frazão, que fazia anos nesse dia, na bateria. Desfilaram os êxitos «Deus me dê grana», «Lusitânia Playboys» e «Lisboa Mulata» entre outras. Tiveram como convidado especial Mark Lannegan que interpretou uma música com a banda. Mark Lannegan e Dead Combo devem ter-se sentido mutuamente lisonjeados. Um bom concerto, salpicado por uma mancha de um ou outro elemento do público, que pedia insistentemente a subida ao palco dos Arcade Fire não tendo noção do bónus que estava a ter em poder apreciar um excelente concerto com grandes músicos antes dos cabeça de cartaz da noite.

Pouco depois da uma da manhã entram então em palco os aguardados Arcade Fire. Os elementos da banda e a sua parafernália de aparelhos e instrumentos começam a sua actuação. Os Arcade Fire deram um concerto apoteótico no esgotadíssimo Campo Pequeno em Lisboa, no passado mês de Abril, pelo que as expectativas eram altas. Pode dizer-se que o colectivo está cada vez melhor ao vivo. As actuações “transbordam”, existe quase uma certa reverência, que sempre se verificou nos seus concertos, mas que agora transborda em escala e ritmo.

O alinhamento foi protagonizado por vários temas dos seus álbuns anteriores não descurando, no entanto, o seu novo álbum “Everything Now” lançado em 2017. Apesar de ser apelidado como mais fraco pela crítica, os temas deste último álbum resultam bem ao vivo. A dinâmica do concerto em que a passagem das músicas era feita quase sem interrupções e toda a estética da produção fizeram deste concerto também apoteótico. O mar de gente que encheu o recinto natural da margem do Taboão saiu muito satisfeito com o resultado.

Fotografias | Dia 4

Fotografia por Graziela Costa



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