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“Para Roma com Amor”

Uma comédia fantástica, que nos leva à cidade de Roma

Woody Allen volta aos ecrãs, como guionista, realizador e actor. Ao fim de tantos anos a vermos as personagens que cria, o realizador consegue surpreender a cada novo texto e nova interpretação.

“Para Roma com Amor” conta a história de alguns visitantes e moradores de Roma, aventuras e dificuldades para entrar no quotidiano da cidade. Uma comédia que nos mostra o estilo de vida e um pouco da cultura italiana, apresentando a Roma de Woody Allen. Temas como o amor, a fidelidade (ou a infidelidade), a morte, o sucesso, a fama, a felicidade, a moral, são questões que o realizador já aborda e que discute também neste filme.

O elenco é fenomenal. Se por um lado temos um Roberto Benigni brilhante, como sempre, na personagem de Leopoldo, um homem que do nada se transforma numa celebridade; temos depois um Alec Baldwin que nos mostra a sua versatilidade como actor, num registo a que já nos habituou, mas que continua a ser excepcional, no papel de John, um arquitecto de sucesso que viveu em Roma na sua adolescência. É através de John que vemos o percurso da personagem de Jesse Eisenberg, que luta contra a sua paixão por Monica, uma alma livre interpretada por Ellen Page. Penelope Cruz é excepcional, uma prostituta de luxo que se vê numa situação caricata graças a Antonio (Alessandor Tiberi), recém-casado com Milly (Alessandra Mastronardi), um casal que em Roma testa o seu amor e a sua capacidade de serem, ou não, fiéis um ao outro. Woody Allen faz casal com Judy Davis, onde o realizador interpreta um pouco de si próprio – um homem reformado, psicótico, que tem ideias brilhantes no campo da música e que vai a caminho de Roma para conhecer a família do futuro genro. Aí, conhece Giancarlo, o pai do seu futuro genro, um tenor fenomenal que apenas canta bem no duche, interpretado por Fabio Armiliato. Histórias fantásticas, numa narrativa excepcional.

A acrescentar a este elenco de luxo surgem muitos outros, e todos têm um importante papel, num guião excepcionalmente escrito. Durante o filme, assistimos a vidas a começarem e acabarem em Roma, memórias de Roma, mas sempre num registo de comédia fantástico, deixando-nos levar pelas histórias que se contam.

Enfim, Woody Allen leva-nos a uma cidade onde nos mostra várias vidas e várias culturas. Com personagens criadas brilhantemente e com um cenário fantástico, as histórias cruzam-se sempre nos mesmos pontos, o do amor e da fidelidade.

E já que estamos a falar de Woody Allen em Roma, o próprio afirmou que seria possível fazer um filme em Lisboa. Isso aconteceu durante uma entrevista de promoção do filme, onde afirmou que imagina para Lisboa um filme de romance, ou um cenário perfeito para espionagem, mas que para realizá-lo precisa de um convite e de patrocínios. Daí, e quatro dias depois do filme estrear em Portugal, Bruno Reis criou o projecto no Facebook, “Woody Allen, queremos ver-te a filmar em Lisboa”.

Com mais de 5000 gostos, o objectivo é trazer o realizador a terras lisboetas e fazê-lo filmar na capital. O único problema: o financiamento. “Queremos encontrar uma forma de financiar este projecto”, pois afirma que “os cortes financeiros na área da cultura não permitem a viabilização do mesmo”. Bruno Reis já contactou o agente de Woody Allen e teve uma resposta: possivelmente a irmã do realizador, que é produtora dos seus filmes, iria entrar em contacto com ele. Um grande avanço para trazer o realizador a Portugal, e o mais interessante é que podemos assistir a todos estes progressos através desta página do Facebook.



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