Xavier Rudd

Vitória sorridente numa Aula Magna quente.

Para finalizar a sua tournée europeia, Xavier Rudd deslocou-se a Lisboa, piscando o olho à possibilidade de consagração da sua música em terras portuguesas. Após a passagem pelo Santiago Alquimista e pelo Sagres Surf Fest, o australiano quase encheu a Aula Magna. A sua legião de fãs, cada vez maior, não faltou e marcou presença em peso.

Num palco decorado com cores e luzes envolventes, ostentado pela bandeira aborígene, o australiano entrou descalço, mas com os bolsos cheios de canções quentes e dançáveis, acompanhadas por palmas, assobios de incentivo e vozes sorridentes.

Durante a sua actuação, Xavier Rudd convidou o seu público para se aproximarem dele. O convite foi aceite e dezenas de pessoas invadiram amigavelmente o normalmente frio palco da Aula Magna. Xavier sorriu mas quem não achou muita piada a tal situação foram os seguranças e organizadores. Aos poucos, os convidados receberam novo convite, desta vez para saírem de cima do palco e voltarem aos seus lugares.

Houve tempo para promover o seu mais recente trabalho “Food in the belly”, para algumas improvisações, e algumas visitas ao passado (onde se destacou uma das suas referências: “Let Me Be”. No encore, a cover de “No Woman No Cry” figurante no seu álbum “Solace”, as recentes “Generation Fade” e “The Mother” e uma canção ainda mais recente que se tratava de um inédito de sua autoria.

Em jeito de despedida, Xavier deixou-se rodear dos seus admiradores, distribuindo autógrafos, posando para as fotografias, até ser conduzido por um membro da sua equipa para longe do palco. O calor que ele entregou ao público português acabou por ser retribuído com aplausos e sorrisos acolhedores. Lá fora o tempo arrefecia mas, na Aula Magna, todos se sentiram bem aconchegados.



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