XXI Festival de Almada

De 4 a 18 de Julho regressa um dos maiores festivais de teatro da Europa.

De 4 a 18 de Julho, o Festival Internacional de Almada regressa, na sua 21ª edição aos espaços da cidade de Almada e lisboetas, com uma programação variada que inclui, além do teatro, música, dança, exposições e colóquios. De acordo com a programação divulgada, participam na edição deste ano 19 companhias de teatro, das quais dez são estrangeiras.

O Festival traz pela primeira vez a Portugal o actor francês Roger Planchon e homenageará a actriz Dalila Rocha.

O destaque deste ano do festival é a peça “Emannuel Kant”, de Thomas Bernhard, encenada pelo actor e realizador francês Roger Planchon, que também interpreta o protagonista (nos dias 11 e 12 de Julho no CCB, em Lisboa).

Um dos grandes momentos desta edição no que respeita a produções estrangeiras é a peça «A Brisa da Vida», um texto de David Hare, com encenação de Lluis Pascal e interpretação de Nuria Espert e Amparo Rivelles, duas das maiores actrizes espanholas; Els Joglars, a célebre companhia catalã traz o seu novo espectáculo, «El Retablo de las Maravillas»; a companhia checa Divadlo na Zábradlí que apresenta a última peça de Bernhard, «Heldenplatz». O programa inclui ainda o Intimoteatroitinerante, da Argentina – que actua para um espectador de cada vez -, o catalão Carlos Martinez, e uma absoluta novidade: a Orquestra Feminina Andaluz de Tetuã, Marrocos.

Quanto a produções nacionais, além do espectáculo «Dois Irmãos», dos Artistas Unidos, que se estreia no Festival, assinala-se uma outra estreia: «Medo/Triângulo», uma realização do grupo Útero, com a direcção de Miguel Moreira. A participação portuguesa abre com «Gente Feliz com Lágrimas», de João de Melo, numa realização de O Bando, com encenação de João Brites, e encerra com «Cara de Fogo», de Marius von Mayenburg, com encenação de João Mota, pela Comuna.

Uma referência para a encenação de Luís Miguel Sintra de «A Família Schroffenstein», de Heinrich von Kleist, que oferece várias representações no próprio espaço do Teatro da Cornucópia, que assim, pela segunda vez, se inclui entre os espaços em que o certame de desenrola.

O Teatro Meridional apresenta «Endgame», de Beckett, com encenação de Bruno Bravo e os Actores Produtores Associados representam «Vou Lá Visitar Pastores», com encenação e interpretação de Manuel Wiborg. «De Olhos Fechados», de Raquel Palermo e João Matos, com encenação de Rui Sérgio, é a proposta do Teatro da Trindade/Inatel. A companhia anfitrião do Festival programou «O Jogador», de Dostoievski, com encenação de Vladislav Pazi e já aqui retratada na RDB.

Olga Roriz preenche, este ano, o lugar da dança com «Os Olhos de Gulay Cabbar». A música está presente com o concerto de Luís Madureiros, Rui Baeta e João Vasco de Almeida, consagrado a «Clássicos Americanos» e com dois espectáculos de opera: «Rita» de Donizetti, pela Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo e «Zoocratas», de Filipe Pires, pelo Conservatório de Música do Porto.

Integrados no «Ciclo Teatros que vêm das Itálias», que envolve três espectáculos e várias leituras de autores italianos contemporâneos estão inseridas peças «Fabbrica» de Ascanio Celestini e «Natura Morta in un Fosso» de Fauto Paravidino.

São duas semanas de representações de luxo que vem reforçar o estatuto do Festival de Teatro de Almada como um dos melhores da Europa.



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