Yellow Swans

Concertos no Porto e em Lisboa.

Duas noites, 23 e 24 de Fevereiro. Dois locais, O meu Mercedes é maior que o teu (Porto) e Galeria Zé dos Bois (Lisboa). Duas oportunidades de descobrir qual o prefixo começado por D a ser usado nesta passagem por Portugal.

São dois os cisnes amarelos que aterram em duas noites em Portugal para mostrar os seus sons. A saber, Pete Swanson (Mur*der) e Gabriel Mindel Saloman (Boxleitner). E se estes nomes podem soar a desconhecido talvez nomes como Nice Nice, The Curtains ou  Xiu Xiu que compõem a  editora fundada por eles, JYRK, ajudem a situar musicalmente esta banda.

Assumindo a sua aproximação musical como improvisação com recurso a instrumentação electrónica e processadores, respeitando sempre a metodologia da cultura underground internacional, são os próprios Yellow Swans que catalogam a sua música como uma ‘destilação de hardcore americano, improvisação livre, dub, hip hop, noise, industrial e composição moderna’.

Confuso? Talvez se se explicar que estes rapazes se interessam pelo espectro de tonalidades, pela exploração sónica, pela abertura de novas portas de percepção, por viagens espirituais e pelo estabelecimento de novas e sentidas partilhas de experiências culturais recorrendo à tradição folk e de músicos nativos de todo o globo. Talvez também não ajude.

Normalmente apresentam-se ao vivo envergando um prefixo sempre iniciado pela letra D, que reflecte a constante mudança da natureza da música e o diálogo entre a mesma e os que a escutam. O objectivo dos seus concertos é simples: passar aos seus ouvintes um sentimento de bem estar e  liberdade.

Para quem gosta de Xiu Xiu, Black Dice ou Wolf Eyes. Ou para quem procura novas sensações musicais. A primeira parte fica a cargo do ZA, que assume sonoridades pós/metal/hardcore.

O melhor mesmo é deixar os rótulos em casa e ir confirmar ao vivo estas multiplicidades que não são mais do que o reflexo da complexa natureza humana.



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