Yolanda Soares

Em discurso directo, a cantora apresenta “Music Box – Fado em Concerto”. A premissa é simples: Vivaldi numa casa de fados. Arriscado, sem dúvida, mas de valor seguro.

“Music Box – Fado em Concerto” marca a estreia, em formato longa duração, de Yolanda Soares, directora artística, autora e compositora de todos os espectáculos produzidos pela empresa “By The Music”. E, agora, com uma nova aventura em mãos: um espectáculo único onde o fado vive lado a lado com a música clássica, canto lírico, dança e muito mais. Em entrevista, a cantora assume a universalidade dos seus espectáculos, confessa o momento da sua descoberta pessoal e assume-se adepta… dos Moonspell.

O percurso musical e artístico desde idade jovem até “Music Box – Fado em Concerto”

«A minha vida assentou desde sempre em aprender sempre mais, musical e artisticamente falando. Os meus pais eram fadistas e, portanto, a música foi sempre presença em minha casa. Curiosamente, no começo tentei fazer carreira no ballet, até que a determinada altura descobri-me verdadeiramente e entrei para o Conservatório, onde estudei canto lírico. Este projecto, “Music Box – Fado em Concerto”, é um projecto de vida, verdadeiramente. Gastei aqui imenso tempo, dinheiro, energia. Foi com imenso agrado que vi que houve da parte da Universal disponibilidade para editar este projecto.
Para mim foi essencial sentir da parte da editora o apoio que senti em todo este processo».

A complementaridade entre artes presente na obra de Yolanda Soares. A multiplicidade de gostos, o interesse comum com um único intuito final: a arte e a cultura.

«Todo o conceito por detrás deste trabalho vai muito além da música por si só. A embalagem do disco é uma verdadeira “Music Box”, um produto imensamente cuidado. Sou vestida pelos Story Tailers, que são uma dupla imensamente criativa [João Branco e Luís Sanchez], fazem trabalhos impressionantes e é uma honra contar com eles. Tudo somado, acaba por ser mesmo isso, um objecto artístico que envolve francamente mais do que um simples conjunto de canções».

A transposição para palco de “Music Box – Fado em Concerto”, que, ao contrário do normal, surgiu primeiro em espectáculo e só depois foi levado até à rodela mágica.

«É curioso mas foi mesmo isso, este disco nasce do espectáculo ao vivo e não o inverso. O disco assenta em paisagens de canto lírico mas vai além disso: integro também elementos de fado, alguns segmentos mais clássicos, outros quiçá mais pop, e mais. A verdade é que eu assumo-me como uma cantora lírica mas acho imensamente redutor esse termo, em todos os sentidos. Por exemplo, gosto imenso de ouvir coisas tão díspares como os The Gift, o Rodrigo Leão ou até coisas mais pesadas como os Moonspell».



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