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Zecky Horijin

Traz na bagagem e no corpo o dueto entre a arte e a música.

Mal chegou e já tem pretendentes para tatuar, discos novos na mala e tempo para uma pequena conversa, à beira-rio, acompanhado de um bem vindo chá gelado: “por esta altura no Japão, é Outono, já está mais fresco”, disse-me. Expliquei-lhe que cá também é Outono mas que o Verão continua a fazer um valente braço de ferro.

Zecky Horijin, antes de ser tatuador, foi guitarrista numa banda de punk rock mas ao longo do tempo foi avançando para outros patamares e, em 1991, torna-se aprendiz de um tradicional e conceituado mestre de tatuagens. Aqui começa a sua jornada de embelezar corpos e especializa-se em Irezimu, que significa tatuar grande parte do corpo. Em 1996 abre o seu próprio estúdio.

A música não ficou para trás, ganhou apenas outro lugar na escala de prioridades e  assume-se como DJ, produtor e tatuador. Faz parte do colectivo DISCOSSESSION com três companheiros – Chee, Dr. Nishimura e Jonny Nash e viajam pelo universo do house experimental.

Hoje, em dia os seus sets são ecléticos e transversais ao Italodisco, Balearic, Deep House, entre outros.

Como a tarde aquece e os aspersores de água na esplanada não desafiam o sol, sai mais um chá gelado…

Ao olhar para os majestosos navios atracados em Santa Apolónia disse-me:

“Não gosto de tocar em clubes grandes, gosto de sítios confortáveis. No Japão, as coisas acontecem em circuitos mais fechados e, desde que aconteceu o terramoto, a nossa mentalidade mudou. Vivemos ainda mais o agora, atentos mas descontraídos. As coisas complicaram-se, a todos os níveis, e estou a pensar que talvez seja hora de mudar de ares. Talvez para a Europa, talvez Portugal, ainda não sei.”

E enquanto esperamos que Zecky decida se vai fazer de Portugal a próxima paragem teremos a oportunidade de o ouvir , no dia 13 de Outubro, no Lounge, e dia 14, no Frágil.



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