zen_musicbox_09022024

ZEN @ Musicbox (09.02.2024)

All things considered, we are the golden fools.

1526 dias volvidos sobre ao último concerto dos ZEN a que assistimos (foi a 6 de Dezembro de 2019), na mesma sala, é justo dizer que as saudades e a vontade de voltar pelo mesmo era muita, desta vez com casa cheia no Musicbox, ávida pelo que se seguiria.

Não havia ali convertidos à causa, havia sim fiéis de longa data, amigos e conhecidos.

«Golden Fools» colocou-nos a todos em sentido logo a abrir; arranca numa toada quase jazzística mas logo avança trepidante por outros terrenos, com a guitarra – sempre funk – de Jorge Coelho e a elegância da bateria de André Hollanda e Rui Silva, de cigarro em punho a lembrar-nos do privilégio de fazermos a escolha errada.

«Redog» é a primeira explosão da noite e o momento em que o baixo de Miguel Barros surge e não mais nos larga. Incrível. Sempre que se escuta este baixo, vêm à cabeça umas palavras que alguém utilizou no press release, a propósito da reedição do “The Privilege of Making the Wrong Choice”: aquele baixo (oh meu deus, que baixo!) do Miguel Barros”. É que é mesmo isto!

«Step On» traz Rui Silva para uma incursão sobre a plateia, porque ZEN e crowdsurfing são dois conceitos que combinam muito bem. Ouvir estes rapazes faz-nos pensar que parece que nunca pararam de tocar ao vivo. Soam bem, oleados e com uma pujança tremenda.

Escutamos «Greensquare», «Downtown» e «Price of a Better Life», registos do álbum ao vivo, “Hard Club, 7 de Dezembro de 1999” e de “Rules, Jewels, Fools” escutamos «Pressure» e «Borderline», sempre envolvidos num turbilhão sonoro impecavelmente liderado por um Rui Silva, numa forma incrível, quer física, quer vocalmente.

«Trouble Man» e «Not Gonna Give Up» são celebradas; memórias antigas são revividas ao som destas canções, que nos remetem para o final do século passado, numa altura em que tudo parecia diferente de agora, porque na realidade o é. Os 90 parece que aconteceram noutra vida. Mas novas memórias são criadas também.

Antes do final apoteótico que se exigia houve ainda tempo para escutar as assertivas «Relativland» e «The Old Great Billy Boy». «U.N.L.O.» e «11:00 A.M.» encerraram – de forma perfeita – um concerto que pretendeu agitar as águas e que cumpriu na perfeição.



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