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Zonk @ Lux

20 de Agosto.

Zonk é uma entidade que surge quando quatro pessoas (Zé António Moura aka Major, Márcio Matos aka Javenger Dourado, Marco Rodrigues & Miguel Evaristo aka Photonz) se unem numa só, com o intuito de proporcionar uma noite dançante à base de sonoridades electrónicas (e não só…), digamos assim, mais cruas. Cruas no sentido em que vão directamente ao essencial, sem grandes floreados nem embelezamentos desnecessários, mais centradas no que mais faz mexer os corpos: a batida e o baixo.

Quem esteve no Lux na noite de 20 de Agosto pôde sentir isso. O que se ouviu não deixou grandes dúvidas… uma amálgama entre House/Techno circa 1985/88 e cenas actuais fortemente influenciadas por esse período (a que hoje em dia se convencionou chamar de Jack, inspirado nos temas de House do início, onde se apelava a toda a gente para “jack your body”), Disco, Electro (do verdadeiro… nada de coisas a que se convencionou chamar Electro-House) e até algum Dubstep.

Só para exemplificar, recordo-me de ter ouvido coisas como «Brothers_ dos D.A.F., «Acid Trax» dos Phuture, «High Energy» de Evelyn Thomas, «Everything Starts With An E» dos E-Zee Possee, «Drop The Stick» dos Amnesia, «Straight Ahead» dos Brooklyn Express, «An Urban Dream Of Love» dos portugueses Urban Dreams, um tema dos Mantronix do qual não me recordo o nome (é difícil lembrar-me de tudo…) e até algo que me pareceu um edit que misturava o «Le Freak» dos Chic com algo muito semelhante ao «No Way Back» do Adonis… para além de temas que para mim são completamente desconhecidos (e isto é algo que sempre valorizei numa saída à noite).

Em termos sonoros, talvez tenha feito lembrar o que se passava em locais como o Music Box de Chicago, nos anos finais do Paradise Garage de NYC ou no Hacienda de Manchester. Ron Hardy, Larry Levan e Graeme Park decerto que aprovariam.

O ambiente era o habitual no Lux, muito heterogéneo e equilibrado, com bastante gente, nem parecendo que estávamos numa quinta-feira em pleno mês de Agosto. O público aderiu bastante bem ao conceito proposto por Zonk, e foi delicioso vê-los a dançar de forma bastante similar à que se observa quando se assiste a vídeos de raves algures entre 1988/90 no Youtube (e até eu devo de ter dançado assim).

Zonk made us jack!



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