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Zoorb

Miguel Bombarda tudo-em-um.

Zoorb. À partida, este nome parece só um som estranho. Não se trata de um veículo híbrido nem de um insecto electrónico. A Zoorb é uma Concept Store na Rua Miguel Bombarda, epicentro do Quarteirão Bombarda, no Porto.

Pelas palavras de Pedro Marques, sócio-gerente da loja, o nome da loja “nasce da fusão das palavras Zoo e Urbano”, constituindo assim um bom indicador do posicionamento da loja. “Aquilo que consideramos a essência deste espaço é o ser moderno e integrado na cultura urbana, mas ao mesmo tempo com uma oferta de produtos e serviços de grande diversidade.”

Essa diversidade verifica-se em toda a rua, pelo que a Zoorb fica perfeitamente integrada, tanto na geografia como na oferta de Bombarda. Caracterizada por ser a rua mais alternativa do Porto, a Miguel Bombarda é recheada de galerias de arte e lojas apetecíveis a qualquer olho – mas nem todas acessíveis a qualquer bolso -, com gosto pelo incomum.

O nº 463 de Bombarda é disso exemplo. Pedro Marques refere que a loja acolhe “as tendências de moda modernas, oferecendo uma série de produtos e serviços que por norma não se encontram noutros espaços comerciais deste género.” A própria loja encerra em si as experiências da zona. Combinando roupa para ambos os sexos, acessórios e artigos de design, peças de autor e equipamento para DJ, num edifício de dois andares, existe ainda uma galeria no primeiro andar, com exposições regulares, que “está preparada também para eventos de pequena dimensão, como sessões de projecção de vídeo e concertos, acções de sensibilização e apresentações de livros.” Pedro Marques admite que o facto de a loja “viver” em Miguel Bombarda influenciou “a decisão de avançarmos com um espaço de galeria, pois noutro sítio longe deste quarteirão tal espaço dificilmente teria a devida visibilidade.” A galeria pretende dar essa visibilidade a artistas que “dificilmente teriam a oportunidade de expor num espaço com uma localização privilegiada como é a da Miguel Bombarda, mas que têm um trabalho que é merecedor de tal.” Há nomes conhecidos a circular também pela galeria da Zoorb, como o pintor portuense Ícaro. Pedro Marques e os sócios têm já em agenda novidades para a galeria.

E as surpresas não acabam aqui. A loja, antigo armazém de uma gráfica e muito degradada, foi quase totalmente recuperada pelo Pedro e pelos sócios Joana Queiróz e Telmo Cruz, tendo o cuidado de “preservar a fachada, o granito das paredes, a madeira do chão do 1º piso e o monta-cargas”, diz-nos o Pedro. Este trabalho de recuperação, que começou em Julho de 2005 e culminou na abertura da loja ao público em Março de 2008, permite que o espaço também vá evoluindo sempre, permanentemente. Nas traseiras do edíficio, o terraço acolhe “um espaço de oficina/atelier situado, que está a ser finalizado e que irá acolher workshops em diversas áreas de interesse.” Pedro Marques diz ainda que a Zoorb está disponível e preparada “para acolher pessoas que necessitem de um espaço físico com material apropriado para desenvolver as suas ideias, mais concretamente nas áreas do eco-design /design de equipamento e das artes plásticas.”

Os três sócios viram no espaço uma oportunidade para “desenvolver o seu trabalho com alguma liberdade”. A produção de eventos do Pedro, a decoração da Joana e a vocação musical nos “pratos” do Telmo fizeram os três amigos, agora sócios, sempre dinâmicos, confiar no instinto para alcançar novos objectivos comuns.

Não se reconhecem como mainstream. A exclusividade portuense dos produtos que comercializam, o espaço multifacetado que possuem e a própria postura pessoal de cada um, permite-lhes também apontar a que público se dirigem. “Apesar de o nosso público ser extremamente vasto e bastante difícil de caracterizar, diria que é constituído, essencialmente, por pessoas modernas, que se preocupam com a sua apresentação mas que ao mesmo tempo gostam de marcar pela diferença. Não procuramos um tipo de cliente em específico. Agrada-nos a ideia de termos um público misto, o que nos permite conhecer pessoas de todos os quadrantes da sociedade.” Se a Zoorb fosse uma pessoa, “seria interessada na actualidade, com um gosto particular por conhecer pessoas e culturas alternativas, sem medo de explorar!”

E a loja explora, através das suas marcas. “A ZenSpirit é uma marca feminina e é, de longe, a marca mais procurada, devido aos seus cortes diferentes e arrojados e à qualidade dos seus tecidos. Segue-se a Zergatik, a actual marca da antiga equipa de criação da Skunk Funk. Depois temos a Ikitabi, uma marca de calçado japonesa que recria o tradicional sapato “ninja” e marca a diferença pela aplicação de tecidos de kimonos japoneses nos modelos de bota. Esta é uma marca que chama a atenção de practicamente toda a gente.” A CoLAB, uma marca de óculos de sol australiana, que produz regularmente colecções limitadas e seriadas, em parceria com alguns dos designers mais conceituados internacionalmente, como são os casos da Genevieve Gauckler, Marok, Perks & Mini, Rockin JellyBean ou do colectivo E-Boy, marca também presença. Para a nova estação, chega a Tcheka, uma marca francesa de roupa e acessórios femininos, e, em breve, um par de novas marcas de calçado e uma nova marca de acessórios.

A loja, situada quase a meio da Miguel Bombarda, com interiores cheios de cor e apontamentos de luz e montras absolutamente inesperados, simpatia no atendimento e a integração perfeita entre o moderno e o tradicional, lado a lado com uma visão de vanguarda com impacto, garante-lhes um espaço acarinhado na memória dos seus clientes. E dos futuros amigos.



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