The Lumineers

The Lumineers @ Campo Pequeno (01.11.2019)

The Lumineers vieram a Lisboa apresentar o terceiro álbum.

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The Lumineers já tinham vindo a Portugal em 2014 para atuarem no passeio marítimo de Algés, no NOS Alive.

Os Mighty Oaks foram a banda de abertura; são um trio de indie rock/ folk, multicultural residente em Berlim. Foi a primeira vez que atuaram em Portugal. Tocaram músicas do novo álbum. Apesar de interagirem pouco com o público, deram um excelente espetáculo e não dececionaram. Passou-se uma hora de concerto quando se despediram e deixaram o suspense no ar ao dizerem que talvez regressassem na próxima tour em março de 2020.

A banda principal marcou encontro no Campo Pequeno; vieram atuar em território Português pela primeira vez em nome próprio e conseguiram arrastar fãs de todo o mundo, não fosse Lisboa uma cidade cada vez mais cosmopolita e eles não quiseram ficar de fora. Pediram desculpa por terem demorado tanto tempo a atuarem por cá, mas prometeram regressar em breve.

Já eram 22h15 quando os elementos mais aguardados da noite subiram ao palco. Os instrumentos que equiparam a banda foram o violino, violoncelo, piano e a percussão e iniciaram o concerto com «Sleep on the Floor».

A partir do segundo tema já as bancadas se levantavam para dançar e muitos para encantar, a julgar pela quantidade de “casalinhos” que encontrámos.

Houve restrições para os fotógrafos a partir do terceiro tema, a partir daí, a banda começou a dar tudo, parece que aguardaram para ficar longe das objetivas…

Conseguiram um reportório de excelência, a prova disso é que fizeram-se sentir  vibrações por toda a sala e não era só pelas colunas de som; pessoas a dançar e vozes entoavam e ouviam-se nas imediações do Campo Pequeno. Quando o conjunto dos seis se juntou, alinhado em palco, sentiu-se a euforia na audiência.

Após o sucesso de «Ho Hey», Wesley Schultz, numa atitude mais intimista, desceu do palco e juntou-se ao público, e ainda teve tempo para explicar algumas das suas inspirações;  ficou mais cúmplice dos fãs, e revelou que a letra  «Gun Song» foi escrita quando Wesley encontrou uma arma na gaveta das meias do falecido pai.

Recordam o melancólico tema «Stubborn Love»? É dedicado a uma amiga toxicodependente por quem ele nutre muito carinho.

Quando ficou sozinho com o público interpretou «Slow It Down», o tema que foi gravado na cozinha lá de casa.

Passado poucos minutos, as revelações não paravam e disse-nos que «Charlie Boy» foi uma homenagem ao Tio – parente que ouviu um discurso de John Kennedy e decidiu alistar-se e partir para a guerra do Vietname onde acabou por morrer.

O reportório contempla também alguns nomes femininos, e o tema «Angela» é sobre uma ex-namorada que inspira o artista para compor.

Passado cerca de uma hora e meia eles abraçaram-se, acarinham o público e despediram-se rendidos aos fãs que lhes preencheram uma noite bem passada. Talvez por isso no final também choveu, e não foi só água, voaram palhetas, baquetas e alinhamentos para a plateia.

 

Texto por Helena Cardoso e fotografia por João Cautela.



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