Festival Bluespot

O maior festival de música electrónica realizado em Portugal regressa ente ano ao Porto nos dias 5 e 6 de Dezembro no Teatro Sá da Bandeira e nas lojas Fnac da cidade.

Este festival já existe desde 1997, tendo sido um dos primeiros do género em Portugal numa altura em que, para cumprir com a tradição portuguesa de trazer o que é bom apenas uns anos depois, este tipo de eventos já havia explodido por toda a Europa.

O Bluespot encara as artes multimédia e a música electrónica como uma reconhecida manifestação de arte e cultura e uma linguagem artística universal contemporânea.

A edição do ano 2003, nos mesmos moldes das anteriores, irá explorar a vertente recreativa da música electrónica, aliada à divulgação de novos suportes multimédia. Ao todo serão apresentados cerca de 14 projectos – bandas, live acts, DJs.

No primeiro dia do Festival Bluespot convém destacar Sigue Sigue Sputnik que deve o seu nome a um gang de rua. A história da banda remonta a 1981 inovou pela sua visionária sonoridade e estilo extravagante. “Love missile F1-11” foi um dos temas que contribuiu, na época, para levar os britânicos aos tops. Contam com influências como Suicide, T. Rex, New York Dolls , David Bowie ou Little Richard.

Um pormenor curioso é que, quando lançaram o seu primeiro álbum em 1986, “ Flaunt It”, os Sigue Sigue Sputnik venderam o espaço entre as faixas das suas músicas a anunciantes coisa que, até então, ninguém se tinha atrevido a usar. Ao vivo a banda usava outros truques de “marketing” como a utilização de símbolos como a foice e o martelo nas guitarras, numa altura da história em que tal era considerado altamente provocatório para os ingleses. A Guerra Fria ainda existia e o Muro de Berlim continuava de pé.

Apesar de todos estes “truques”, o primeiro álbum não recebeu a aderência esperada, nem pela crítica, nem pelo público. Seguiu-se o LP “Dress For Excess”, lançado em 1988 e, pouco tempo depois, a banda termina. Kavanagh junta-se aos Big Audio Dynamite (BAD II) e James toca com os Sisters Of Mercy durante um curto período de tempo, em 1991. Quando já ninguém se lembrava deles, surge em 2001 “Blak Elvis”. A banda lançou, inclusivamente, uma editora de discos, para publicar material próprio e um site na Internet a que chamaram Sputnikworld. Será só mais uma jogada de marketing? As dúvidas serão dissipadas neste Festival.

No mesmo dia deste festival, é de realçar a presença de dois projectos portugueses que nos últimos têm se destacado no panorama musical português, “O Projecto é Grave” e os “Trash Converters”.

Dia 6, o destaque vai, naturalmente, para Ursula Rucker que já foi aqui “dissecada” na edição anterior e para Peaches que já por cá passou no CBT e prometem um espectáculo memorável. O destaque também é feito nesta edição da RDB para quem quiser saber um pouco mais desta “senhora”.
Este Festival tem todos os argumentos para proporcionar dois dias em beleza. Fica aqui o cartaz completo e a nossa recomendação.

PROGRAMA

5 Dezembro

– Sigue Sigue Sputnik
– O Projecto é Grave
– Trash Converters
– Beat_map HDJ
– DJ Mistake

6 Dezembro

– Peaches
– Ursula Rucker
– Freddy Fresh
– Paulo J. Rodrigo
– Bob Figurante
– Mafra
– Cris
– Leo Martim



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