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Pedro e o Lobo

Saborosamente genuíno.

O passado encontra-se com o presente e, genuinamente, este lugar nasce da vontade de quatro pessoas que amam a gastronomia mediterrânea e o saber e sabor português.

As conversas improváveis são assim. Nascem do que não estava previsto e apresentam-se em formato de descoberta. Regra geral, têm um sabor genuíno e provocam a mesma sensação que nos provoca um prato bem quente e com os condimentos certos, quando nos chega à mesa: a vontade de provar mais e mais. E à mesa da mais recente aposta da Rua do Salitre, em Lisboa, tudo sabe assim, genuinamente.

Com berço numa dessas conversas improváveis, o restaurante Pedro e o Lobo faz-se dos saberes e sabores que faziam falta à cidade de Lisboa. Localizado naquela que era a galeria de arte de Lídia Kolovrat, o restaurante de Diogo Noronha, Luís Baptista, José Maria e Nuno Bergonse pretende ser, acima de tudo, um lugar confortável e contemporâneo, ao mesmo tempo, como refere o arquitecto Luís Baptista: “Partimos um pouco do conceito de receber as pessoas, do convívio, do estar à mesa e depois o desafio foi conjugar um lado mais funcional com algo mais estético. Fazer as pessoas sentirem memória, sentirem que estão num espaço novo, mas ao mesmo tempo familiar, ou seja, criar uma ponte entre o novo e a memória. Penso que um dos graves problemas da arquitectura contemporânea é precisamente que, muitas vezes, não se cria essa ponte, fazem-se coisas novas e as pessoas são apanhadas um pouco desprevenidas e têm de se ‘habituar’ a viver nesse espaço. E eu não queria isso! Queria que fosse gradual, que fosse contemporâneo, mas também ao mesmo tempo existisse essa memória, também daí o nome da galeria se manter. Depois, fazer com que fosse de facto qualquer coisa diferente! Queríamos que fosse referência mundial.”

Com Barcelona e Nova Iorque como fontes de inspiração, a inteligente mistura entre o contemporâneo e o familiar é visível tanto ao nível da arquitectura e da decoração, como ao nível do próprio conceito gastronómico que serve de base, como adianta o proprietário: “A gastronomia do Pedro e o Lobo é uma gastronomia de raiz portuguesa, mas ao mesmo contemporânea, isto é, temos coisas que já são mais tradicionais aliadas a técnicas extremamente contemporâneas. Mas existe, ao mesmo tempo, uma identificação da pessoa naquilo que está a comer, ou seja, não está a comer uma bola que não sabe o que é, aqui sabe o que é, porque o sabor é familiar. A sua textura ou a sua apresentação podem ser ligeiramente diferentes, mas o sabor é português. Falo de pratos como o Rabo de Boi ou o Peixe-Porco.”

Aberto há cerca de um mês, contam já com dois anos de muita conversa, muitos ajustes e muita burocracia. Seja em versão de menu de almoço, com entrada, prato e sobremesa (preço médio de €20), menu de degustação de seis pratos (com um preço de 36€, sem bebidas), ou a carta normal (média de 35€), a experiência dos jovens chefes, Diogo Noronha e Nuno Bergonse é mote para um noite gastronómica sem igual. Vá até ao número 169 da Rua do Salitre e parta à descoberta!
Fotografia por Paulo Lima



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