Fiore

“FIORE”

Uma luta constante pela liberdade

Dafne é uma jovem que vive de uma maneira selvagem, sem regras, sem ter noção do que é o correto ou o errado, sem uma estrutura familiar consistente para receber uma boa educação. Desta forma, vai vivendo dos roubos que faz, sempre com medo de que no dia seguinte acorde numa casa de correção para jovens, porque, na verdade, o seu maior medo é deixar de ter a liberdade para se conhecer a si mesma e à vida que a rodeia.

 

 

O que Dafne não estava à espera era de um dia cometer o erro de assaltar um filho de um polícia, claro que o seu destino foi ir para o reformatório, o que acabou por se tornar a sua casa.

A viver um dia de cada vez, a única maneira de ver o sol era pelas grades da janela, e o facto de estar presa, era algo que fazia com que a jovem se tornasse ainda mais revoltada. Não obstante, Dafne não teve uma vida facilitada durante o tempo em que esteve na prisão, visto que não conseguia manter uma amizade com nenhuma das outras raparigas, a solidão começou a ser cada vez maior, o que a levava a ter determinados comportamentos como uma forma de chamar à atenção dos outros.

Com isto, também o desprezo que é mostrado ao início pela sua família, que inicialmente nunca a ia ver, nem atendia às suas chamadas, era um fator que deixava a jovem sem motivação para seguir o caminho mais correto.

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Contudo, é numa confusão, com outra reclusa, que Dafne se magoa seriamente e acaba por ter de ir à enfermaria. Aqui conhece Josh, um recluso da ala masculina, que também está preso. É neste rapaz que Dafne vê uma  alma gémea e começa a sonhar com um final feliz muito diferente daquele que estava à espera desde o primeiro dia que entrou na prisão.

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Fiore, um drama conjugado com um romance, é um filme realizado por Claudio Giovannesi, que conta com a participação de atores como Daphne Scoccia, Josciua Algeri, Laura Vasiliu, Aniello Arena e Gessica Giulianelli, e tenta evidenciar como é o dia a dia num reformatório juvenil, captando a rotina das personagens e a vida difícil de cada jovem, os seus medos e receios dentro de um reformatório e como o facto de não terem apoio os deixa sem saber o que fazer no futuro.

Na verdade esta luta por pela liberdade e desejo de encontrar a felicidade, juntamente com as crises familiares, as questões raciais, sociais e económicas, é algo que Giovannesi consegue mostrar claramente, não tornando a história demasiado dramática nem romântica, mas sim, o mais real e próxima da atualidade possível.

Um tema que só pode ter sucesso, se for bem trabalhado e preparado previamente.  E por se tratar de um assunto delicado, esta é sem dúvida uma história, na qual se pode contar com momentos de alguma tensão e emoção.
Para terminar o filme, o autor decidiu que deveria haver um final em aberto, o que é bom para que a imaginação seja posta à prova e o desejo de querer continuar a ver o filme se mantenha.

 

Pela realidade e naturalidade nas cenas apresentadas, este foi um filme que, na 10ª Festa do Cinema Italiano, conseguiu conquistar os júris, Rita Blanco, João Braz e Cláudia Varejão, que o nomearam com o prémio de Melhor Filme.



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