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Festa: TEP e Companhia Brasileira de Teatro juntos no D. Maria II

A criação de Gonçalo Amorim e Marcio Abreu está em cena na Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II de 6 a 14 de novembro.

De 6 a 14 de novembro, a Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, acolhe “Festa”, uma criação de Gonçalo Amorim e Marcio Abreu que junta o Teatro Experimental do Porto e a Companhia Brasileira de Teatro. Com dramaturgia e encenação de Marcio Abreu, o espetáculo parte da festa enquanto espaço de encontro, liberdade e criação coletiva para refletir sobre as formas de viver em comunidade num mundo em transformação. A programação inclui uma conversa pós-espetáculo e uma sessão acessível.

A festa como ato político

A festa é um espaço de encontro entre estranhos, marcado por tensões, desejos, disputas e alianças. Um lugar onde tudo pode acontecer, capaz de subverter hierarquias e de fazer emergir novas formas de convivência.

Historicamente apropriada por movimentos de esquerda para afirmar valores como a igualdade, a diversidade e o prazer, a festa é também um ato político: mobiliza ideais e cria comunidade. Mas, ao ser absorvida pelo mercado e por estruturas conservadoras, torna-se igualmente um território de disputa.

Perguntas para um mundo em estilhaços

“Festa” parte destas contradições para abrir um campo de perguntas, desejos e miragens sobre como pensar e habitar os sentidos da vida num mundo em estilhaços. A criação propõe olhar para a festa não apenas como celebração, mas como possibilidade de experimentar, em conjunto, valores conquistados e outras formas de estar e viver.

Em vez de oferecer respostas fechadas, o espetáculo convida o público a entrar nesse território de contradições, onde a alegria do encontro convive com as tensões de quem partilha o mesmo espaço.

Um encontro de dois lados do oceano

O espetáculo nasce do encontro entre o Teatro Experimental do Porto e a Companhia Brasileira de Teatro, duas estruturas separadas e unidas por um oceano, pelas curvas da história em movimento e pela necessidade de transformação.

Em palco estão Grace Passô, Gonçalo Amorim, João Miguel Mota e Yuck Miranda. Gonçalo Amorim assina a criação a meias com Marcio Abreu, a quem cabem a dramaturgia e a encenação.

Na equipa artística contam-se ainda Catarina Barros, na cenografia e nos figurinos, Nadja Naira, no desenho de luz e na assistência de direção, e Felipe Storino, na direção musical e na música original. Francisco Mallmann, Laura Pouso e Rui Pina Coelho assinam a interlocução e colaboração criativa.

Conversa e sessão acessível a 8 de novembro

No dia 8 de novembro realiza-se uma conversa pós-espetáculo, com moderação de Joyce Souza / Segundo as Marias. Nesse mesmo dia haverá uma sessão com audiodescrição e interpretação em Língua Gestual Portuguesa, reforçando o compromisso do teatro com a acessibilidade.

As sessões realizam-se à quarta e quinta-feira, às 19h30, à sexta-feira, às 21h30, ao sábado, às 19h30, e ao domingo, às 16h30. Mais informações e bilhetes no site do Teatro Nacional D. Maria II.

Durante pouco mais de uma semana, a Sala Estúdio transforma-se assim num ponto de encontro entre Porto, Lisboa e Brasil. “Festa” chega ao D. Maria II como um convite a pensar em conjunto o que ainda nos une, e a celebrar, mesmo em tempos difíceis, a possibilidade de viver em comunidade.



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