Museu do Oriente celebra a Coreia com um dia de entrada gratuita
Contos, amuletos, kimchi, chá e um recital de piano marcam a programação que o Museu do Oriente dedica à Coreia entre 3 e 15 de outubro.
O Museu do Oriente, em Lisboa, dedica a primeira quinzena de outubro à Coreia, com um programa que arranca a 3 de outubro, Dia da Fundação Nacional da Coreia, e se prolonga até dia 15. No dia de abertura, a entrada no museu e as oficinas são gratuitas, com contos tradicionais, pintura de amuletos e, à noite, um recital da pianista sul-coreana Young-Choon Park. A iniciativa integra o ciclo O Museu Convida…, que ao longo do ano dá a conhecer diferentes países asiáticos a partir das suas datas mais marcantes.
Gaecheonjeol, o ponto de partida
Quanto se conhece verdadeiramente de um país quando se conhece a sua música, as suas séries ou a sua gastronomia? A pergunta serve de mote à programação especial que o Museu do Oriente preparou para outubro, e a resposta proposta começa pelas histórias que passam de pais para filhos e de avós para netos.
A data escolhida não é inocente. O Gaecheonjeol, ou Dia da Fundação Nacional da Coreia, celebra-se a 3 de outubro, e é nesse sábado que o museu abre as portas gratuitamente ao público, dando início a duas semanas de oficinas, cursos e música que percorrem tradições, sabores e artes coreanas.

Contos, amuletos e um recital ao fim do dia
São precisamente os contos que dão o pontapé de saída. Às 11h30 e às 15h30, a oficina Contos Coreanos, pensada para famílias com crianças entre os 5 e os 10 anos, recupera narrativas cheias de sabedoria e personagens curiosas. Às 15h00, a oficina de Pintura de Amuleto Coreano (M/12) convida os participantes a representar o tigre e a pega, dois símbolos poderosos da cultura e da mitologia coreanas.
À noite, a música assume o protagonismo. Às 19h00, no Auditório, a pianista sul-coreana Young-Choon Park apresenta um recital com obras de Mozart, Chopin e Beethoven, com entrada mediante aquisição de bilhete (M/6). Jovem prodígio, estreou-se nos palcos aos sete anos e construiu uma carreira internacional, com atuações em salas de todo o mundo e uma interpretação reconhecida pela crítica pelo equilíbrio entre paixão, estilo e técnica.

Kimchi, chá e doces: as tradições à mesa
Nos dias seguintes, são as tradições gastronómicas que contam outras partes desta história. A 6 de outubro, às 10h30, a oficina Kimjang dá a conhecer a tradição de fazer kimchi, primeiro através da sua história e importância cultural e depois através da preparação propriamente dita.
No mesmo dia, às 14h30, o Darye apresenta outra tradição de encontro e partilha: a cerimónia do chá coreano dedicada ao outono, que junta iguarias, poemas e conversa e explora também a forma como as estações se manifestam nas artes tradicionais. Do chá, a experiência passa aos pequenos doces que o acompanham. A 8 de outubro, às 15h30, a oficina Aprenda a fazer Dasik põe os participantes a preparar e a moldar estas pequenas iguarias.

Do barro ao pincel
A viagem estende-se ainda às artes visuais, com dois cursos conduzidos por Kyeong Hwa Choi, historiadora de arte e artista residente em Portugal. A 7 de outubro, às 14h30, O Milagre do Barro e do Fogo percorre a evolução da cerâmica coreana, do celadon da dinastia Goryeo à porcelana branca da dinastia Joseon.
A 15 de outubro, também às 14h30, Natureza e Espírito na Ponta do Pincel encerra o programa partindo da pintura tradicional para explorar paisagens, cenas do quotidiano e a relação entre a natureza e a vida humana. Todas as atividades decorrem em português e, salvo indicação em contrário, destinam-se a maiores de 16 anos.

Um ciclo que dá a volta à Ásia
A programação dedicada à Coreia faz parte de O Museu Convida…, ciclo especial do Museu do Oriente que, ao longo do ano, destaca diferentes países asiáticos a partir de datas marcantes das suas culturas. Cada edição conta com a colaboração de embaixadas, museus e outras entidades ligadas ao país em foco.
O programa completo, com horários e condições de inscrição, está disponível no site da Fundação Oriente.
Entre um conto contado a uma criança e uma sonata de Beethoven tocada por uma pianista de Seul, o Museu do Oriente propõe uma porta de entrada diferente para a cultura coreana, longe dos ecrãs e mais perto das mãos. O dia 3 de outubro, gratuito, é o convite ideal para a atravessar; as duas semanas seguintes, a oportunidade para ficar.
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