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Temps d’Images fecha 2026 com Estaleiros e duas estreias

De 14 a 31 de outubro, o festival lisboeta junta Leonor Teles, Andreia Farinha, Joana Manuel e João Nicolau e estreia duas instalações.

O Temps d’Images regressa a Lisboa de 14 a 31 de outubro para a segunda parte da edição de 2026, depois de um primeiro momento entre 21 de maio e 7 de junho. Em outubro, o festival apresenta dois Estaleiros — encontros entre a atriz Andreia Farinha e a realizadora Leonor Teles, e entre a atriz e cantora Joana Manuel e o realizador João Nicolau — e duas estreias absolutas: a exposição “Curarizar” e a instalação imersiva “Through the chiral veil”. Quase toda a programação tem entrada livre.

Estaleiros: criar sem garantias

Rizoma inicial do Temps d’Images, Estaleiros é um espaço de criação, experimentação e risco, que junta artistas de diferentes linguagens em encontros inéditos. A proposta assume-se como um território onde não há garantias prévias, apenas a disponibilidade para escutar, falhar, negociar e descobrir em conjunto.

É também esse processo criativo que motiva a conversa “Os Estaleiros e a criação às cegas?”, que reúne os quatro artistas e o público a 17 de outubro, às 18h, na Duplacena77.

“Os Insolentes”, de Leonor Teles e Andreia Farinha

A 14 e 15 de outubro, às 19h, a Appleton recebe o primeiro Estaleiros deste período, com Leonor Teles, realizadora e diretora de fotografia, e a atriz Andreia Farinha a apresentarem “Os Insolentes”. A entrada é livre.

A sinopse dá o tom: o objeto “é curto e pretende-se grosso” e defende que é chique ter consciência de classe, sobretudo agora que está tão fora de moda. Em palco, promete-se “o de sempre” — uma classe montada na outra, com uns tantos a ver o rei passar. Pode correr bem e valer a pena ver; pode correr tão mal que valha igualmente a pena.

Joana Manuel e João Nicolau e o fim dos “Órgãos Sociais”

A segunda sessão de Estaleiros junta Joana Manuel e João Nicolau a 21 e 22 de outubro, às 19h, na Duplacena77, com o fim provisório dos “Órgãos Sociais”. A entrada é livre.

Os Órgãos Sociais, simultaneamente representativos e dirigentes, respiram aqui sempre perto da morte. Esse sopro derradeiro torna-se um limbo habitado por som, música e palavras em transformação, terreno natural para o encontro entre uma atriz e cantora e um realizador de cinema.

Duas estreias absolutas para fechar a edição

De 24 a 28 de outubro, entre as 16h e as 20h, a Safra Lisboa acolhe “Curarizar”, projeto que junta a Plataforma285 e a EMERGE numa colaboração que explora a paralisia para pensar em ação ou reação. A partir do espólio de uma companhia de teatro, criam-se novos objetos numa exposição que destrói para recriar e curar. A entrada é livre.

A encerrar a edição, a 30 e 31 de outubro, estreia-se na Sala Estúdio Valentim de Barros, nos Jardins do Bombarda, “Through the chiral veil”, instalação de Filipe Baptista e Sara Abrantes. A obra cria paisagens sinestésicas onde quatro visitantes por sessão podem estabelecer uma relação íntima com um lugar sonhado, num diálogo entre o universo virtual e a matéria física do espaço. Há sessões às 15h, 15h50, 16h40, 17h30, 19h30, 20h20, 21h10 e 22h, com bilhetes à venda na Ticketline.

A imagem em palco até ao fim de outubro

Depois de uma primeira parte em maio e junho, o Temps d’Images fecha 2026 a apostar no risco e no cruzamento de linguagens que o definem: encontros entre teatro, cinema, música e artes visuais, ensaiados à frente do público e sem resultado garantido à partida. Toda a informação está disponível no site do festival e no Instagram do Temps d’Images.

Fotografias: © Mariana Marques (Curarizar); © Rita Chantre – Beatriz Vasconcelos (Estaleiros).



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