Segundo filme do Périplo Cinematográfico Romeno

O ciclo de cinema romeno que A Escola da Noite acolhe no TCSB até 3 de Outubro prossegue esta segunda-feira (21h30) com o filme “Como é que passei o fim do mundo”, de Catalin Mitulescu. Inédita em Portugal, esta tragicomédia valeu o prémio de interpretação feminina “Un certain regard” à actriz principal, Dorothea Petre no Festival de Cannes 2006. Laurentiu Damian e Júlia Garraio abrem o debate no final da sessão, que tem entrada livre.

Eva, uma adolescente de 17 anos, quebra por acidente, na escola, um busto de Ceausescu. Recusando a humilhação da auto-repreensão pública perante uma assembleia disciplinar, é expulsa da escola e transferida para um reformatório da periferia de Bucareste. Eva não se resigna e decide abandonar o país. Lalalilu, o seu irmão de oito anos, convence-se de que Ceausescu é o principal responsável pela partida de Eva e concebe com os seus amigos de escola um plano para derrubar o ditador.

O filme, definido como uma “tragicomédia em tons de absurdo e sublime”, foi lançado em 2006 e premiado no festival de Cannes do mesmo ano, para além de ter integrado a selecção oficial dos festivais de Veneza, Berlim, Toronto, Helsínquia e Melbourne, entre outros. É a primeira longa metragem da carreira do realizador e argumentista Catalin Mitulescu (1972), formado pela Universidade Teatral de Arte Teatral e Cinematográfica “Ion Luca Caragiale”.

A exibição do filme em Coimbra insere-se no ciclo Périplo Cinematográfico Romeno, uma iniciativa do Instituto Cultural Romeno, em parceria com A Escola da Noite / TCSB e o FilaK Cineclube que pretende divulgar e debater a nova cinematografia deste país, ainda largamente desconhecida em Portugal. No final de cada sessão (com entrada gratuita), é aberto um espaço de debate com a assistência, com a participação de especialistas convidados pela organização. Para comentar “Como é que passei o fim do mundo”, Iolanda Vasile e Mihaela Mihai, programadoras do ciclo, convidaram o cineasta e professor de cinema Laurentiu Damian (responsável pela formação de vários dos mais famosos realizadores romenos da nova geração) e Júlia Garraio, investigadora do Núcleo de Estudos sobre Humanidades, Migrações e Estudos para a Paz do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

Inédito em Portugal, o filme não se encontra legendado em português. A organização optou, assim, por mostrar a versão legendada em inglês.



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