VOGUE Fashion’s Night Out Lisboa 2011 – Exposição de Capas Icónicas da Vogue

A revista VOGUE, entre os dias 8 e 11 de Setembro, apresenta nas Galerias nr.60 da Rua Garret, a Exposição de Capas Icónicas da Vogue. Inserida no calendário de actividades do evento Vogue Fashion’s Night Out, a exposição mostra 17 capas marcantes da revista a nível mundial e procura retratar a evolução de importantes correntes artísticas nas áreas da Moda, da Beleza, da Arte e da Fotografia, que influenciaram o mundo e o luxo ao longo de décadas.

Actualmente aclamada como “A Bíblia”, a revista começou por ser um simples folhetim semanal de 30 páginas publicado pela primeira vez a 17 de Dezembro de 1892 e destinado às mulheres da alta sociedade Nova Iorquina. Era uma pequena publicação que não fazia adivinhar que algum dia se tornaria na revista mais influente e prestigiante do mundo da Moda. Porém, o seu tímido nascimento germinou um comportamento até então inexistente na sociedade: a popularização da Moda.

Após a aquisição da revista por Condé Nast em 1909, a VOGUE passou a ser uma publicação mensal, que para além de representar os ideais de luxo, transformou a Moda em “desejo e sonho”. Retratava a alta-costura e estilos de vida, e os ícones da alta sociedade. O francês George Lepape e o espanhol Eduardo Garcia Benito, foram dois dos ilustradores mais reconhecidos desta publicação durante o início do século XX. A escultural simplicidade e estilo curvilíneo de Lepape eram influenciados pelo movimento artístico emergente, o Cubismo. Benito, diferenciava-se pelo seu estilo geométrico feminino de cores fortes com referências à Art Deco e posteriormente ao Cubismo.

Salvador Dalí, é um dos artistas presentes na exposição nas Galerias nr.60. Porém, muitos outros ilustres nomes como Andy Warhol, Man Ray, David Hockney e Joan Miró contribuíram com a sua criatividade em magníficas capas, que durante décadas, marcaram história das capas da VOGUE, transmitindo os sinais dos tempos. No pós-guerra da década de 1940, a revista adaptou-se a uma nova realidade, mas as capas mantiveram a sua imagem de marca, valores e estética. Nos anos 50, as capas retratavam a sociedade de consumo e o pronto-a-vestir.

Irving Penn, foi um dos legendários fotógrafos da revista, caracterizado pela Anna Wintour como um profissional de “imagens requintadas e electrizantes”. Iniciou a sua carreira na VOGUE em 1943 e fotografou mais de 150 capas para a VOGUE. Na década de 60, a emancipação  da mulher, levou a revista a uma abordagem mais jovem, valorizando a moda contemporânea e focando-se na revolução sexual da época. Donyale Luna foi a primeira modelo afro-americana a aparecer na capa da Vogue, em 1966.

Os anos 80 foram marcados pela emergência da moda internacional, enquanto que os anos 90 as capas da VOGUE foram marcadas pelo o culto das top models e celebridades. Steven Klein, é um fotografo da actualidade com um vasto portfolio de capas VOGUE, inclusive com a presença de celebridades como Madonna, Liza Minnelli e Gwyneth Paltrow.



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