2º FESTIVAL TERAPÊUTICO DO RUÍDO

Depois de no ano passado nos terem brindado com duas noites de pura terapia sonora, a Associação Terapêutica do Ruído e o Musicbox voltam a juntar-se para a segunda edição deste infame festival. Desta feita serão três noites de ruído com a presença de vários terapeutas nacionais e internacionais. A primeira começa com Most People Have Been Trained To Be Bored, projecto a solo do baterista e compositor portuense Gustavo Costa, mestre do ruído electroacústico e membro de diversos e variados projectos.

E prossegue com o regresso dos chilenos Familea Miranda, inventores do ruído milionário, que vêm a Lisboa pela terceira vez para lançar o novo disco “Dramones”, depois de uma bem sucedida digressão no Chile.

Para terminar teremos uma conferência sobre ruído improvisado, a cargo dos ORGanização, colectivo que reúne destacados especialistas das mais distintas áreas desta especialidade.

Na segunda noite teremos a estreia em Lisboa dos Alto de Pêga, grupo de peritos em ruído pagão, que dos confins da aldeia de Beiriz nos trazem as suas liturgias místicas e tribais.

De seguida outra estreia: o duo francês John Makay, que com uma guitarra e uma bateria nos vem expor a sua tese sobre ruído matemático.

A noite acabará com os Tigrala, super-grupo lisboeta especializado em ruído xamânico, que junta os guitarristas Norberto Lobo e Guilherme Canhão ao percussionista mexicano Ian Carlo Mendoza e que se encontra de momento a preparar o seu segundo registo.

A última noite terá início com o músico barreirense Tiago Sousa, perito em ruído impressionista, que nos vem hipnotizar com as suas simples e emotivas melodias, desenhadas sobretudo ao piano.

Depois será a vez dos lisboetas Bypass, especialistas em pós-ruído, nos mostrarem porque é que ainda continuam a ser uma banda de culto após estes anos todos.

Para fechar o Festival em grande, os L’Enfance Rouge, grupo franco-italiano versado em ruído bárbaro, volta a Portugal para apresentar o seu mais recente álbum “Bar-Bari”, mais um conjunto de canções incendiárias sem fronteiras geográficas ou musicais.

Entre os concertos as projecções de vídeo vão estar a cargo do João Paulo Pires, que mais uma vez nos vai conduzir os sentidos através do seu ruído visual, e o som vai estar nas mãos dos Kafunfo Soundsystem, caótico colectivo de terapeutas do ruído com alguma falta de bom senso e mau gosto q.b., que promete aterrorizar e surpreender os ouvintes mais incautos com música de dança para quem não gosta de dançar. O ruído gráfico é da responsabilidade do laboratório criativo Demo93.



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