Fevereiro dedicado a histórias de amor alternativas no Clube de Cinema

Fevereiro é o mês conotado invariavelmente com o amor, ou não fosse o 14 de Fevereiro o dia dos namorados. E este ano o Clube de Cinema de Setúbal também foi atacado pela seta certeira do Cupido. Contudo, a programação já nos habituou a ser pouco convencional e a sair dos moldes e, por isso, preparem-se para algumas histórias de amor… alternativas.

Fevereiro é assim dedicado a algumas das melhores histórias de amor mais… diferentes… da história do cinema, de Almodóvar a Lynch. As sessões são à quarta-feira, com entrada gratuita, no bar-galeria La Bohéme.

Programação para Fevereiro:

Dia 8 – Coração Selvagem (Wild at heart), de David Lynch – 1990 (125m)

Sailor Ripley, Lula e Bobby Peru – que é como quem diz, Nicolas Cage, Laura Dern e Willem Dafoe -, um triângulo amoroso às voltas com sangue, assassínio e perseguição ao longo da estrada dos ladrilhos amarelos. David Lynch é um tipo esquisito, mas um esquisito fixe, e “Coração Selvagem” é a sua versão alternativa de uma love-story-road-movie.

Dia 15 – Ata-me (Átame!), de Pedro Almodóvar – 1990 (111m)

Chama-se Síndrome de Estocolmo ao estado psicológico que certas vítimas de rapto desenvolvem ao se identificarem e simpatizarem com os seus captores. É isso que acontece a Victoria Abril, ex-actriz porno sequestrada por um Antonio Banderas com um parafuso a menos, na esperança que ela se apaixonasse por si. Em “Ata-me”, Pedro Almodóvar é igual a si próprio: exuberante, colorido, cheio de gañas e montando a “melhor cena de sexo do cinema” (Elia Kazan dixit).

Dia 22 – Ensina-me a Viver (Harold and Maude), de Hal Ashby – 1970 (91m)

Em “Doidos Por Mary”, Cameron Diaz diz – e passo a simplificar – que o homem da sua vida teria de ser arquitecto, possuir uma casa no Nepal e ter como filme favorito “Ensina-me a Viver”, a maior história de amor do cinema. Bud Cort tem 17 anos, gosta de simular suicídios, tem uma estranha obsessão pela morte e gosta e espreitar funerais. Ruth Gordon também gosta de espreitar funerais, mas antes por ter uma estranha obsessão pela vida. Juntos desenvolvem uma bizarra história de amor, num filme iconoclasta com banda-sonora do artista anteriormente conhecido por Cat Stevens.

Dia 29 – O Amor é Um Lugar Estranho (Lost in Translation), de Sofia Coppola – 2003 (104m)

Dois americanos, Bill Murray e Scarlett Johansson, cruzam-se em Tóquio: ele é actor e está a filmar um anúncio na cidade e ela está a acompanhar o marido, fotógrafo a trabalhar no Japão. Ambos vão encontrarem-se a si próprios um no outro, num mundo onde não têm qualquer âncora que os prenda. Depois de “Virgens Suicidas”, Sofia Coppola voltou a dar um ar da sua graça com mais uma história de jovens perdidos e alheados.



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