ÁGORA 2025 Regressa ao Castelo de Leiria
Três dias de música, artes performativas e reflexão sobre património num dos ícones da cidade.
O Castelo de Leiria volta a receber o ÁGORA de 19 a 21 de setembro, desta vez num formato mais concentrado e intenso, com toda a programação reunida num único fim de semana. Este projeto transforma a cidade num espaço de encontro entre a memória e o futuro, desafiando o público a explorar diferentes expressões artísticas num cenário carregado de história.
Ao longo de três dias, música, artes performativas e instalações vão dialogar dentro das muralhas, criando experiências que convidam à descoberta e à redescoberta do Castelo de Leiria sob novas perspetivas. A aposta continua a ser uma programação multidisciplinar que cruza géneros e linguagens, permitindo que artistas e público partilhem o mesmo espaço e vivam momentos únicos.
Entre os primeiros nomes confirmados está Abdullah Miniawy, artista e poeta egípcio que traz ao ÁGORA o espetáculo The evens, Rahma. Nesta performance, instrumentos de sopro esticam o tempo com fragilidade, criando atmosferas que oscilam entre cantos de pássaros e o som hipnótico de uma flauta indiana. Uma experiência sensorial que promete transportar os espectadores para outras geografias sonoras.
Outro destaque é Tó Trips & Fake Latinos, o mais recente projeto do guitarrista dos Dead Combo. Acompanhado por Alexandre Frazão, António Quintino e Helena Espvall, Tó Trips apresenta o disco “Dissidente”, descrito como “uma mão cheia de músicas, de lugares, de histórias de vida”, num registo que mistura influências e histórias, sempre com a guitarra como fio condutor.
A banda Memória de Peixe também marca presença, conhecida pela capacidade de transformar diálogos ao vivo entre guitarra e bateria em composições que misturam jazz, rock e sensibilidade pop. No ÁGORA, o duo apresenta o seu mais recente trabalho, “III”, um disco que mantém o elemento surpresa e a improvisação como marcas identitárias.
A programação inclui ainda o percussionista e compositor Pedro Almiro, que se destaca pela exploração das possibilidades rítmicas e pela combinação de elementos acústicos e eletrónicos. Já a criadora Raquel André apresenta o espetáculo Belonging | E di | Pertenencia | Zugehörigkeit | Pertença | 絆, um formato próximo do cine-concerto que cruza música e imagem para refletir sobre pertença e identidade, questionando “a quem, a quê ou aonde sentes que pertences?”.
O evento promete ainda mais nomes e surpresas, que serão revelados em breve, reforçando a ideia de fazer do Castelo de Leiria um ponto de encontro entre diferentes linguagens artísticas e um espaço vivo de diálogo e partilha.
Tal como nas edições anteriores, o bilhete habitual do Castelo de Leiria garante acesso às atividades do ÁGORA, estando a lotação limitada à capacidade dos espaços. A entrada é gratuita para residentes no concelho de Leiria, mediante apresentação de comprovativo de morada e identificação.
Durante três dias, o ÁGORA vai transformar o castelo num centro de criação e fruição cultural, onde passado e presente se encontram para imaginar o que ainda está por vir.
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