“Gibberish.Porto” na FLUP | Festival Trama | 14 Out | 17H | entrada livre

“Gibberish.Porto” é uma performance audiovisual inserida no TRAMA Festival de Artes Performativas deste ano e será apresentada na próxima sexta-feira dia 14 de Outubro pelas 17h, tendo como palco o Anfiteatro 2 da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

A performance é uma “aula-concerto” apresentada por um músico (Pedro Lopes) e uma artista visual/performer (Manuela São Simão), através de um laptop, um gira-discos, dois projectores de acetatos, um micro-transmissor FM e uma instalação de rádios.

“Gibberish.Porto”, desenvolvida específicamente para a cidade do Porto e para o espaço da FLUP, será apresentada antes das primeiras aulas de línguas “exóticas” deste ano lectivo na Faculdade de Letras, assumindo-se como uma apresentação pública das mesmas, envolvendo a colaboração dos docentes: Arie Pos (Neerlandês), Manuel Ramos (Latim), Olena Nesterenko (Russo) e Lu Yanan (Chinês).

Partindo de gravações feitas com estas diferentes línguas, são exploradas e reveladas as suas específicidades, ao mesmo tempo que, num ambiente convencional de sala de aula, as mesmas são desconstruídas e exploradas num sentido estético, sonoro e visual, em que a fonética, caligrafia e cultura associada a cada língua serve de inspiração para um projecto artístico que constrói a sua linguagem, desconstruindo outras.

Manuela São Simão nasceu em São Paulo (Brasil) em 1980. Em 2003 termina a licenciatura em Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Desde 2008 que desenvolve projectos intermédia que cruzam áreas como as artes visuais, a performance, o som e a rádio-arte, destacando-se o Projecto Handle With Love no Espaço Ilimitado, Porto; MaJHora FM em Serralves; “Transhumance.Porto.2009″ no Festival Future Places – Digital Media and Local Cultures, entre outros.

Numa abordagem particularmente física da relação entre o sonoro e o visual, Pedro Lopes (gira-discos, laptop, objectos) utiliza discos em acetato gravados por si, bem como gongos, pratos, peles e outros utensílios com que manipula os pick-ups dos seus Technics. Vindo do universo hip-hop, mas hoje dedicado ao experimentalismo electroacústico com matrizes no jazz e na música livremente improvisada, é membro dos projectos OTO, Whit e Eitr. Desenvolve uma vertente performativa rádio arte tendo actuado nos Festivais: Serralves em Festa, Silêncio, RadiaLx e Transmediale.



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