MICKEY’S MOUTH [or how I learned to stop crying and love to smoke]

Não comecemos pelo rato, comecemos pela ratoeira. Mickey’s Mouth é a bem armadilhada peça de Rodolfo Teixeira, pela companhia Há Que Dizê-lo, em estreia hoje. É ali junto à Bica, como quem desce, como quem atravessa o boémio e depois o escuro e é apanhado na névoa de uma tragédia maior. Respirem, recuperem, sem tossir. O fingimento que bafeja a primeira encenação do autor cruza o poético e o cru, deixando-o percorrer – com todos os dentes que tem – as fantasias de uma língua destravada, que se passeia pelos lugares da nossa infância e adolescência, chegando à grande farsa do agora. Que nos põe homens como ratos. Ratos como Ele.

É coisa de ir ver, mas se não quiseres [muito] não pintemos a coisa de vontade abafada. Tosse para o lado, com um não, sob a máxima que se sublinha do texto: “fingir sempre, mentir nunca”. Em querendo ir, sopra e vai. E se pedires muito, podes ter um convite, até. Fazemos-to. Amanhã ou depois, aqui na Rua, que também é a dele.

MICKEY’S MOUTH [or how I learned to stop crying and love to smoke] 13 a 17 Outubro | 21h30

Um espectáculo HÁ.QUE.DIZÊ.LO
De e com RODOLFO TEIXEIRA
Assistência e construção de cenografia e outros elementos visuais VITOR SANTOS
Aparições fugazes de: CATARINA DOS SANTOS, LYDIE BARBARA, PATRICIA COUVEIRO, SÓNIA BALACÓ e TIAGO VIEIRA.

Em cena na
LOJA Há.Que.Dizê.LoRua da Boavista, nº 28, Cais do Sodré



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