Orca revela «Sobras das Sombras»

Novo single antecipa “Apneia”, álbum com edição marcada para Setembro de 2026.

Orca apresentou «Sobras das Sombras», primeiro avanço do álbum “Apneia”, com lançamento previsto para Setembro de 2026 pela Facada Records. O novo single já está disponível nas plataformas digitais e surge acompanhado por um videoclipe realizado por Leonor Cabrita.

A canção centra-se numa reflexão sobre família, herança emocional e trauma, abordando o impacto das relações familiares na construção da identidade. Entre reprodução e rutura, o tema explora a tensão entre aquilo que se transporta de forma inconsciente e a vontade de quebrar ciclos afetivos e comportamentais enraizados. Leonor Cabrita descreve-o como um retrato das heranças emocionais, tanto positivas como marcadas por trauma, sublinhando o peso das relações na forma como cada pessoa se desenvolve ou tenta desconstruir padrões.

No plano sonoro, «Sobras das Sombras» apresenta um registo íntimo e atmosférico, assente na voz e no piano da artista, evoluindo depois para uma construção coletiva contida e textural. A composição e a letra são da própria Leonor Cabrita, acompanhada por Bá Álvares no baixo, Miguel Sobral Curado na bateria, Yaw Tembe no trompete e Francisco Menezes no saxofone soprano. Os coros incluem Catarina Branco, chica, Mariana Camacho e Sallim. A produção foi assinada por Leonor Cabrita e Bá Álvares, com captação de Eduardo Vinhas, mistura de Catarina Branco e masterização de João Almeida.

O videoclipe prolonga o universo emocional da canção ao cruzar memória familiar e presente. A realização e montagem são de Leonor Cabrita, combinando imagens antigas de uma cassete de 1997, registadas pela família, com novas filmagens captadas por João Reis.

Orca é o projeto musical de Leonor Cabrita, construído a partir de uma necessidade de expressão emocional e relação. Tal como os cetáceos dependem das vocalizações, as canções surgem aqui como forma de comunicação e sobrevivência. Depois de “Paisagem Trânsito” (2023) e do EP “Não Há Tempo” (2024), o projeto prepara agora “Apneia”, abrindo um novo capítulo com foco na memória, nos vínculos familiares e na persistência do que permanece.



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