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Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen — análise Switch 2

A Capcom leva um dos RPG de ação mais ambiciosos da geração para a Switch 2, com a expansão Norgan a servir de pretexto para voltar a perder-se no mundo dos Arisen.

Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen chegou a 9 de outubro à Nintendo Switch 2, e esta Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen análise Switch 2 tenta responder à pergunta que importa: o RPG de ação da Capcom aguenta-se numa consola híbrida? A edição junta o jogo base à expansão Dark Arisen, que leva o Arisen às terras geladas de Norgan, e estreia a série na plataforma da Nintendo. Com uma média de 88 no Metacritic na Switch 2 (ainda com poucas críticas, à data de 8 de outubro), o arranque foi sólido. Falta perceber se a experiência no ecrã portátil justifica o entusiasmo.

A primeira impressão: um mundo que não nos agarra pela mão

Dragon’s Dogma 2 sempre foi um jogo que desconfia de quem quer ser guiado, e a edição Switch 2 mantém esse carácter. A criação de personagem, a escolha da vocação e a formação do grupo de Pawns continuam a ser o verdadeiro prólogo: é aí que o jogo explica, sem o dizer, que as decisões vão pesar. A Capcom oferece ainda uma aplicação gratuita para criar e guardar personagens na Switch 2, útil para quem quer afinar o visual antes de começar a aventura.

A expansão Dark Arisen não exige que se recomece do zero, mas convida claramente os veteranos a regressar. Norgan, uma região nórdica abandonada há muito, funciona como segundo arranque, com um tom mais frio e ameaçador do que o resto do mapa.

Dragon's Dogma 2: Dark Arisen — ruínas de Norgan
As ruínas geladas de Norgan, o novo território da expansão Dark Arisen.

Jogabilidade: o que funciona (e o que não)

O núcleo continua a ser o combate físico e reativo das vocações: agarrar-se a um grifo, escalar um ogre, ver um Pawn ressuscitar-nos no último segundo. É um ciclo que premeia a curiosidade e castiga a pressa. Na expansão, as 12 provas dos chamados Lost Rites, desenhadas pelo Pathfinder, escondem equipamento raro e dão um incentivo concreto para explorar cada canto de Norgan. As críticas internacionais elogiam a densidade do território e os combates com chefes, mas apontam a variedade limitada de inimigos e a qualidade irregular de algumas masmorras.

Há também dúvidas legítimas: segundo a imprensa, a expansão não traz novas vocações, e alguns dos problemas de ritmo do jogo base permanecem. Quem esperava uma reinvenção não a vai encontrar, mas quem gosta da fórmula recebe mais profundidade, com mais habilidades e equipamento para experimentar.

Na Switch 2, o jogo pode ser jogado em modo TV, de mesa e portátil. Não encontrámos informação oficial suficiente sobre as funcionalidades específicas da consola, como o HD Rumble 2, pelo que preferimos não especular sobre esse ponto.

História e mundo: o dragão que quebrou o ciclo

Em Dark Arisen, o Arisen parte para Norgan e junta-se à enigmática Eir para desvendar os segredos do Dragão Caído, uma criatura imortal. Na demonstração jogada pela imprensa, o confronto final era contra um dragão morto-vivo com um buraco onde devia estar o coração, capaz de levantar zombies com o seu sopro e de regenerar membros decepados. Eir sugere que foi este dragão a romper o ciclo que mantém o mundo coeso.

A premissa é boa e o ambiente é eficaz, mas nem toda a crítica ficou convencida com a execução: houve quem notasse elementos narrativos pouco desenvolvidos. Tal como no jogo base, a história serve sobretudo de moldura para a liberdade de ação.

Dragon's Dogma 2: Dark Arisen — dragão morto-vivo
O dragão morto-vivo que domina a narrativa de Norgan.

Gráficos, som e desempenho

É aqui que a conversa sobre a Switch 2 se torna mais interessante. O produtor Naoto Oyama afirmou, antes do lançamento, que o jogo corre a um mínimo de 30 fotogramas por segundo, muitas vezes acima disso, graças ao RE Engine. Numa experiência prática da imprensa alemã em modo portátil, a taxa de fotogramas estava limitada a 30 e manteve-se razoavelmente estável nos grandes combates, com a imagem reconstruída por uma técnica de upscaling. O mesmo texto refere que a ventoinha se ouve nos combates mais intensos e que as cidades, mais exigentes para o processador, não foram testadas.

Não existem, até agora, dados oficiais sobre a resolução. O jogo ocupa cerca de 49,6 GB e a versão física utiliza um Game-Key Card, o que significa que o jogo tem de ser descarregado mesmo com cartucho. A localização inclui português, um detalhe que os jogadores portugueses certamente vão apreciar.

Dragon's Dogma 2: Dark Arisen — grifo na Switch 2 em modo portátil
Um grifo em plena ação, captado na Switch 2 em modo portátil.

Vale a pena comprar Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen na Switch 2?

Nos Estados Unidos, a edição Switch 2 custa 49,99 dólares e inclui o jogo base e a expansão, o que torna a proposta de valor bastante competitiva. Não conseguimos confirmar o preço em euros à data de publicação, pelo que convém consultar a eShop antes de comprar. Para quem nunca jogou, é uma porta de entrada generosa para um RPG de ação com dezenas de horas de conteúdo. Para quem já conhece o jogo noutras plataformas, a questão é mais prática: vale a pena trocar a potência de um PC ou de uma PS5 pela liberdade de jogar em qualquer lugar?

A resposta depende da tolerância de cada um a 30 fotogramas por segundo e a uma imagem reconstruída. Quem valoriza a portabilidade tem aqui uma das experiências mais ambiciosas da consola. Quem procura a versão tecnicamente mais polida deve olhar para as outras plataformas.

Dragon's Dogma 2: Dark Arisen — imagem do trailer de lançamento
Imagem do trailer de lançamento de Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen.

Conclusão editorial

Dragon’s Dogma 2: Dark Arisen na Switch 2 é a prova de que a consola já consegue acolher jogos de grande escala sem os reduzir a uma sombra do original, embora com cedências visíveis. A expansão acrescenta território, desafios e atmosfera sem mudar a receita, e a Capcom sai a ganhar por apostar numa plataforma que ainda procura os seus grandes RPG. Se os próximos patches melhorarem o desempenho e a Capcom divulgar mais detalhes técnicos, esta pode tornar-se a versão de referência para jogar em movimento. Para já, é uma recomendação com reservas, mas com muito mundo para explorar.



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