Tiago Vilhena edita novo álbum “Salatrano”
Disco de dez canções chegou a 25 de Setembro e cruza rock, fado, reggae e outros universos musicais.
Tiago Vilhena lançou “Salatrano” a 25 de Setembro, quatro anos depois do último álbum. Com dez canções cantadas em português, o novo disco recupera elementos de diferentes fases do percurso do músico e explora novas direções, num trabalho que se apresenta como o mais eclético e descontraído da sua discografia. «Amadores da Praça», segundo single de avanço, antecipa esta edição com um regresso assumido às sonoridades rock.
O percurso de Tiago Vilhena passou pelo rock dos Savanna, pela pop em língua inglesa, sob o nome George Marvinson, e pela canção portuguesa, com os discos “Portugal 2018” e “Canções Mundanas”. Em “Salatrano”, estas experiências encontram-se com influências distintas, numa combinação que atravessa o rock, a bossa nova, a kizomba, o reggae, o fado e a música de orquestra. A escrita brincalhona, o gosto pela palavra e a presença de costumes portugueses mantêm a ligação entre as diferentes abordagens.
O título do álbum nasceu de uma palavra inventada pelo próprio músico, que opta por não revelar o seu significado. A ideia é deixar espaço para que cada ouvinte encontre a sua própria interpretação. Ao longo das dez faixas, há lugar para ritmos populares, referências ao rock das origens, uma composição instrumental e uma balada que deixa em aberto a natureza da ligação que retrata.
«Amadores da Praça» é uma das principais portas de entrada para este novo capítulo. A canção aposta numa abordagem rock, com voz potente, solo de guitarra virtuoso, vozes sobrepostas e uma passagem de ambiente mais espacial, construída em torno de um piano elétrico. O tema recupera uma linguagem que Tiago Vilhena conhece bem, mas que não ocupava o centro da sua música há algum tempo. O título tem origem num poema de Ary dos Santos, poeta que constitui uma referência recorrente no universo criativo do músico.
“Salatrano” foi gravado nos estúdios Cuca Monga, com Domingos Coimbra e Manuel Palha, dos Capitão Fausto. A mistura ficou a cargo de Miguel Vilhena, irmão do artista e colaborador de longa data, nos estúdios Pontiaq.
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