Orca lança novo álbum “Apneia”
Leonor Cabrita regressa com nove canções sobre trauma, relações e ruturas pessoais
Orca apresenta “Apneia”, novo álbum editado pela Facada Records, que aprofunda uma escrita centrada no trauma, na violência estrutural, na alienação e nas relações humanas. O disco chega depois dos singles «Sobras das Sombras», «Até Temos Pena» (com Yaw Tembe) e «Lugar Miserável» e será apresentado a 18 de SETEMBRO na BOTA, em Lisboa.
O título do álbum parte do significado da palavra apneia, entendido como a suspensão voluntária ou involuntária da respiração. A partir desta imagem, Leonor Cabrita constrói uma ideia de intervalo e interrupção, observando os episódios traumáticos como quebras na narrativa da vida. São acontecimentos que, pela sua natureza, parecem por vezes não encontrar lugar no tempo ou no espaço.
«Volto sempre ao mesmo assunto / choro sempre as mesmas dores» é a primeira frase cantada em «Coração de Espinhos», segunda faixa do disco, estabelecendo desde cedo o território emocional de “Apneia”. As dez faixas relacionam-se com o conceito do álbum através de diferentes perspetivas, entre reflexões sobre as relações familiares, românticas e de amizade e pensamentos do quotidiano.
A dimensão familiar surge também em «Sobras das Sombras», primeiro single, lançado em JUNHO. A canção aborda a herança emocional e o trauma, explorando a forma como as relações com quem nos cria podem influenciar a identidade. A reprodução consciente ou inconsciente de comportamentos e a tentativa de desconstruir padrões e quebrar ciclos são alguns dos pontos de partida do tema.
Com composição e letras de Leonor Cabrita, que assume voz, piano e sintetizadores, “Apneia” mantém a dimensão individual e coletiva que caracteriza Orca. O álbum reúne nove músicos além da artista, entre eles Bá Álvares, no baixo elétrico e sintetizadores, Miguel Sobral Curado, na bateria, Francisco Menezes, nos saxofones soprano e tenor, e Yaw Tembe, no trompete e EWI. Catarina Branco, chica, Mariana Camacho e Sallim participam nos coros, enquanto Leonor Arnaut também surge na voz.
Os arranjos e a produção são assinados por Bá Álvares e Leonor Cabrita. Eduardo Vinhas assegurou a captação no Estúdio Bela Flor, com mistura de Catarina Branco e masterização de João Almeida. A capa tem fotografia de Pedro Jafuno e design de Desisto.
Orca é a identidade musical de Leonor Cabrita, artista que transforma experiências pessoais em canções sobre o amor, o fim das coisas e a resistência. Depois de “Paisagem Trânsito”, editado em 2023, e do EP “Não Há Tempo”, lançado em 2024, “Apneia” abre um novo capítulo no projeto.
O álbum conta com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores e da Fundação GDA. A apresentação acontece a 18 de SETEMBRO na BOTA, em Lisboa, com bilhetes já disponíveis.
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