TRILOGIA DE ROY ANDERSSON ESTREIA-SE A 25 DE JUNHO

A partir de dia 25 de Junho, o Cinema Medeia Monumental exibirá esta trilogia única. No Porto, o Teatro Municipal do Campo Alegre receberá, também a partir de dia 25 de Junho, o último dos três filmes, vencedor de um Leão de Ouro na 71.ª edição do Festival de Cinema de Veneza: UM POMBO POUSOU NUM RAMO A REFLECTIR NA EXISTÊNCIA.

Em 2000, Roy Andersson iniciou uma trilogia única sobre a absurda bizarria do ser humano. O primeiro filme é CANÇÕES DO SEGUNDO ANDAR, uma estranha série de acontecimentos ilógicos na qual descobrimos Karl. Dono de uma loja de mobiliário que incendiou para ficar com o dinheiro do seguro, Karl é confrontado com o absurdo do mundo. Entre conselhos de administração no limiar da loucura, uma cidade estrangulada pelo trânsito e o desassossego da noite, somos confrontados com a dificuldade de se ser humano.

TU, QUE VIVES, o segundo capítulo, como descreve o próprio realizador “é sobre o Homem – grandeza e miséria, alegria e tristeza, autoconfiança e ansiedade: rimos desse Homem mas também o choramos. É apenas uma comédia trágica ou uma tragédia cómica sobre nós próprios.”. Uma declaração de amor à humanidade, às imperfeições do ser humano e à sua incessante busca por reconhecimento e amor.

O único filme do realizador sueco exibido em Portugal foi TU, QUE VIVES, em 2011. A curta passagem do seu universo particular pelas nossas salas despertou a curiosidade do público português sobre o quotidiano, o absurdo e a banalidade do ser humano que Andersson retrata através de uma abordagem inquietante.

Em UM POMBO POUSOU NUM RAMO A REFLECTIR NA EXISTÊNCIA, o último capítulo, Sam e Jonathan, dois caixeiros-viajantes vendendo artigos de diversão, levam-nos numa viagem caleidoscópica pelo destino dos humanos. Uma viagem que nos mostra a beleza de alguns momentos, a mesquinhez de outros, o humor e a tragédia que faz parte de nós, a grandeza da vida bem como a fraqueza da humanidade.

Roy Andersson tem 72 anos e, até hoje, dirigiu apenas cinco longas metragens. A obra deste realizador pode não ser extensa mas há muito para ver nos seus filmes.



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