Fontes_Sonoras_2025

Fontes Sonoras traz residências artísticas à aldeia das Fontes

Projeto promove escuta ativa e exploração sonora

O projeto Fontes Sonoras chega à aldeia das Fontes, em Leiria, propondo uma abordagem inovadora à arte sonora através de residências artísticas focadas na escuta ativa do território. Iniciativa da CCER MAIS/Omnichord, esta proposta nasce do festival multidisciplinar Nascentes e reforça a relação entre som, ecologia e comunidade.

Com co-direção artística de Gui Garrido, a curadoria está a cargo de Raquel Castro, investigadora e diretora do festival Lisboa Soa. A sua abordagem destaca a arte sonora como ferramenta de sensibilização social, cultural e ambiental, desafiando os artistas a explorar o som da aldeia das Fontes e a criar obras que dialoguem com o espaço envolvente.

A aldeia das Fontes, atravessada pelo rio Lis, oferece um ambiente singular para estas residências, que terão a duração de uma a duas semanas. O objetivo é proporcionar aos artistas tempo e espaço para escutar e interpretar o território de forma profunda. A partir dessa experiência, desenvolverão criações integradas na paisagem e na vida da comunidade.

A iniciativa pretende estimular um processo de reflexão e experimentação sonora, promovendo uma escuta sensível e ativa do espaço. Através de apresentações públicas e instalações sonoras, os artistas partilharão o seu trabalho, incentivando o encontro entre a arte e o quotidiano da aldeia. Mais do que um exercício de criação estética, o Fontes Sonoras posiciona-se como um projeto de consciencialização crítica, potenciando novas formas de escuta e relação com o território.

A primeira residência artística terá início em Março de 2025, com Andreas Trobollowitsch, compositor e artista sonoro austríaco. O seu trabalho destaca-se pelo uso de sistemas de rotação, vibração e feedback, além da modificação de objetos quotidianos e criação de instrumentos próprios. Explorando a relação entre o físico e o conceptual, o artista integra visualidade, movimento e espacialidade no seu processo criativo. A sua residência decorre de 1 a 8 de Março, com apresentação final no dia 9.

Em Maio, é a vez da dupla portuguesa Inês Tartaruga Água e Xavier Paes, artistas plásticos cujas práticas cruzam performance, som e imagem. O seu trabalho aborda temas sociais e ecológicos contemporâneos, utilizando a arte como meio de intervenção e reflexão. Conhecidos pelo compromisso com práticas colaborativas e pelo uso de materiais acessíveis, promovem uma abordagem aberta e participativa. A sua residência decorre de 1 a 10 de Maio, sendo apresentada ao público a 11 de Maio.

A terceira e última residência da primeira edição de Fontes Sonoras decorrerá em Outubro, com o nome do artista a ser anunciado brevemente.



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