Inóspita no Lux: Uma Viagem Intimista e Singular
O novo álbum «E Nós, Inóspita?» será apresentado ao vivo no Lux no dia 23 de Janeiro de 2025, num espetáculo que promete emoção, introspeção e criatividade visual.
Depois de meses de espera, Inóspita prepara-se para apresentar o seu segundo álbum, «E Nós, Inóspita?», num dos espaços mais icónicos de Lisboa, o Lux Frágil. Este concerto, agendado para 23 de Janeiro de 2025, marca o início de um novo capítulo na trajetória da artista, que combina a simplicidade de uma guitarra Telecaster com a profundidade de composições introspectivas e arranjos únicos.
Desde o lançamento do álbum, em Setembro de 2024, a crítica e o público têm elogiado a autenticidade e sensibilidade das canções. A Blitz descreveu a obra como “um beijo na face dado por seis cordas”, destacando o paradoxo entre o nome inóspito e a música calorosa e acolhedora que a artista oferece.
Para o espetáculo no Lux, Inóspita convidou duas colaboradoras que enriquecerão a experiência: Ana Lua Caiano, que partilhará o palco com o seu formato de “one-woman show”, e Inês Aires, responsável pela criação das projeções visuais que envolverão a performance. Esta combinação promete um espetáculo onde música, palavra e imagem se fundem de forma harmoniosa.
O alinhamento de «E Nós, Inóspita?» é uma viagem emocional e criativa que reflete a profundidade artística da guitarrista. O disco abre com «Inós», uma introdução delicada que cresce como uma balada esperançosa e simples, marcando o início de uma metamorfose. Segue-se «Colinho», uma canção folk de ritmo marcado, inspirada nas melodias tocadas pelo padrasto da artista, que termina com acordes intensos que refletem as tensões familiares.
«O Retrato de Cid Rosa» presta homenagem à mãe de Inóspita e ao controverso livro de Oscar Wilde, com dedilhados nostálgicos que nos transportam para um tempo passado. Em «Fofocas», a artista explora a dinâmica social com uma composição híbrida de jazz e rock, marcada por contrastes e efeitos de pedais.
«Canção para Bruce» é uma homenagem ao ícone Bruce Springsteen, uma faixa simples e empática que captura a resiliência e a esperança de quem enfrenta adversidades. «Cintra I & II», gravada na serra de Sintra, traduz-se numa dualidade entre a beleza bruta da paisagem e a fragilidade emocional, com guitarras dedilhadas e loops repetitivos que se perdem na melancolia.
«Musa Ausente» é um interlúdio poético onde Inóspita recita um desabafo íntimo sobre a frustração criativa e a aceitação das limitações humanas. Já em «E Nós», a artista encontra finalmente a companhia de outros músicos, numa celebração de amizade e união, acompanhada pela voz de Sara Afonso, o contrabaixo de Zé Almeida e a bateria de Pedro Antunes.
O disco encerra com «Só», uma reinterpretação da icónica canção de Jorge Palma, que traduz a calma, a empatia e a introspeção, deixando-nos com uma mensagem poderosa sobre a importância de encontrar paz num mundo cada vez mais frenético e inóspito.
Os bilhetes já estão à venda na Ticketline e nos locais habituais.
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