JAMES NO MEO MARÉS VIVAS 2014

JAMES NO MEO MARÉS VIVAS 2014

Dia 18 de Julho

No ano de 1980 formaram-se os Venereal and the Diseases, que em 1982 mudaram definitivamente o nome para James. Paul Gilbertson (guitarra), Jim Glennie (baixo) e Gavan Whelan (bateria) conheceram Tim Booth (vocalista) na Universidade de Manchester e convidaram-no para para se juntar à banda. No ano seguinte, começaram a tocar com regularidade no circuito de bares, e em 1983, assinaram com a Factory, onde lançaram os seus primeiros dois EP’s (Jimone, nesse ano e James II, dois anos depois) e abriram alguns concertos para Morrisey, o seu “padrinho musical”.

No Verão de 1985, Larry Gott substituiu Gilbertson e o grupo assina pela Sire Records. O álbum de estreia, “Shutter”, surge um ano depois e recebe várias críticas positivas. Nos dois anos seguintes os James tocaram frequentemente, construindo uma base sólida de fãs.

O segundo trabalho, editado em 1988, é de cariz mais folk e dá pelo nome de “Strip Mine”. Este álbum não conseguiu captar a energia dos concertos ao vivo e a banda abandona a Sire Records e assina com a Rough Trade. Com a nova editora, gravaram o álbum ao vivo, “One Man Clapping”, que chegou ao primeiro lugar das tabelas independentes.

Em 1990, Gavan Whelan abandona a banda e entra para o seu lugar David Bayton-Powell, numa altura em que os James se tornaram num septeto com a inclusão do teclista Mark Hunter, do violinista Davies e do trompetista Andy Diagram. A formação, agora renovada, assina desta feita, pela Fontana Records, editando “Gold Mother”, no decorrer de 1990.

Este álbum gerou uma série de hits menores na altura da sua edição, mas veio a revelar-se um sucesso um ano depois, quando uma versão regravada do tema “Sit Down” galgou até ao segundo lugar dos tops britânicos. A música tornou-se então na sua bandeira, sendo conhecidos por grande parte do público por essa canção. Este facto irritou a banda de tal modo que nos concertos tocavam quase exclusivamente material novo, e o seu disco seguinte, “Seven”, de 1992, foi entendido como uma reacção face a uma tendência.

Para o sucessor de “Seven”, os James prescindem de Diagram e Davies e trabalham com o reconhecido produtor Brian Eno. O resultado foi “Laid”, um álbum mais calmo e ambicioso que recebeu algumas das melhores críticas da banda. Durante a composição deste trabalho, tiveram ainda tempo para gravar outro álbum mais experimental com Eno que editaram no final de 1994, “Wah Wah”, que teve críticas opostas e levou o grupo a retirar-se durante o ano de 1995.

Em 1997 os James regressam com “Whiplash”, um disco franco e que, mais uma vez, não agradou a todos. “Millionaires” seguiu-se em 1999, e “Pleased To Meet You”, em 2001, o mesmo ano em que Tim Booth anunciou a sua intenção de abandonar a formação da banda para se dedicar à escrita e à representação, sem, no entanto, deixar de continuar a estar ligado à música, mas desta feita a solo. No final de 2001, a banda editou ainda um conjunto de lados B e raridades, intitulado “Ultra: B Sides”.

Em 2008 a banda voltou a juntar-se. Lançou o novo álbum de originais “Hey Ma” a 7 de Abril e três dias depois iniciaram uma tour de promoção com a duração de três semanas. A tour teve o nome de “We Are Sound” e quem assistiu podia ouvir a duas das novas músicas da banda (“Porcupine” e “Look Away”). Ainda no mesmo ano foi lançado o álbum “Live in 2008” que continha uma selecção de músicas gravada durante a tour.

Em 2012 subiram ao palco do Rock In Rio Lisboa, no ano em que completavam 30 anos de carreira. Do repertório do projecto britânico fazem parte sucessos como “Laid”, “Sometimes”, “Sit Down” ou “Born of Frustration”.

Já passaram pelos maiores festivais do mundo: Glastonbury, Lollapalloza,  Rock in Rio, Coachella, Hard Rock Calling, Isle of Wight, Latitude e muitos mais.

Em 2012 lançaram uma box “The Gathering Sound” – com os sucessos dos 30 anos de carreira, além de material inédito, vídeos, DVD ao vivo e um livro.

O ano de 2013 foi passado em estúdio com Max Dingel (Killers, Muse) – Regressam agora com um novo album (6 anos depois) – “La Petite Mort” que sai dia 02 de Junho.

Produzido por Max Dingel e escrito como sempre, pela banda, com letras de Tim Both, este novo álbum está entre os melhores da sua longa carreira de 30 anos.

Os destaques incluem o poderoso single “Moving On”, o hino “Curse Curse” e “Frozen Britain”. Max Dingel é o último de uma longa linha de produtores de primeira classe com quem trabalham – já o fizeram com Brian Eno, Gil Norton e Youth.

Já foram anunciados como cabeças de cartaz para “Summer in the City” Castlefield Bowl  em Manchester a 11 de Julho (esgotando em menos de uma hora) e dia 18 de Julho marcam presença no Meo Marés Vivas.

La Petite Mort foi gravado ao mesmo tempo que         Tim Both perde a sua mãe e o melhor amigo e, compreensivamente muitas das canções falam da mortalidade e de como saber lidar com ela, daí o titulo. No entanto, La Petite Mort é um registo extremamente edificante.

E no dia 18 de Julho, o MEO MARÉS VIVAS vai receber uma das bandas mais aplaudidas e veneradas em Portugal.



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