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“Mogwai: Se as Estrelas Tivessem Som” chega aos cinemas a 2 de julho

O documentário sobre os pais do post-rock escocês acompanha 25 anos de percurso e o processo de criação do seu décimo álbum durante o confinamento.

O documentário Mogwai: Se as Estrelas Tivessem Som estreia em Portugal a 2 de julho de 2026, distribuído pela Zero em Comportamento/Projetos Paralelos. Realizado por Antony Crook — fotógrafo e colaborador histórico da banda —, o filme acompanha a história dos Mogwai desde o surgimento em Glasgow, em meados dos anos 1990, até ao processo criativo do décimo álbum de estúdio, gravado durante o confinamento de 2020. Com 90 minutos, o documentário já passou por festivais como o SXSW, o Sheffield DocFest e o Raindance, onde recebeu uma nomeação para Melhor Documentário.

Uma banda que definiu o seu próprio género

Ao longo de mais de 25 anos e dez discos, os Mogwai construíram um universo sonoro próprio — feito de força bruta, subtileza e elegância — e uma base de fãs fiel em todo o mundo. Oriundos de Glasgow, Escócia, afirmaram-se como uma das referências maiores do post-rock e do rock alternativo internacional, sem nunca cederem às modas ou abandonarem o som que os tornou inconfundíveis. Como descreve a crítica da The Reviews Hub: “Os fãs de longa data vão saborear cada momento. E os que ainda não conhecem os Mogwai podem muito bem ficar fascinados pela sua música — inquietante, reconfortante, inclassificável.”

O documentário acompanha esse percurso com a intimidade de quem conhece o trabalho por dentro. O realizador Antony Crook trabalha com os Mogwai há décadas, com um estilo que a Jenny Nulf do Austin Chronicle descreveu como “uma verdadeira história de underdogs. Numa época em que as pessoas mais dependiam da música para atravessar o dia, os Mogwai estiveram lá para tantos, sem alterar uma nota do som que os uniu.”

O décimo álbum gravado durante o confinamento

O coração do documentário é o processo de criação de As the Love Continues, o décimo álbum de estúdio dos Mogwai, gravado em Glasgow durante o confinamento de 2020. O que pareceria, à partida, impossível de realizar — uma banda fechada em estúdio, sem tournées, sem o pulso do ao vivo — acabou por resultar num disco que fez história. O filme acompanha de perto os ensaios, as conversas e as tensões criativas desse período, revelando como os Mogwai transformaram a adversidade numa das obras mais aclamadas da sua carreira.

Para Antony Crook, realizar este documentário foi uma responsabilidade que levou a sério: “Tive a sorte de trabalhar com os Mogwai durante muito tempo e a sua música sempre me comoveu e inspirou. Criaram uma obra notável e a sua música tem um significado enorme para muitas pessoas. Ter a oportunidade de contar a história da banda foi uma grande honra para mim. Quis fazer um filme que estivesse à altura daquilo que a banda merece.”

Um percurso pelos maiores festivais de documentário

Se as Estrelas Tivessem Som teve a sua estreia mundial no SXSW Film & TV Festival 2024 e percorreu um circuito internacional de festivais notável: Sheffield DocFest, Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires, Festival Internacional de Cinema de Melbourne (MIFF), Raindance Film Festival (nomeação para Melhor Longa-Metragem de Documentário), Golden Horse Film Festival, Dock of the Bay, Melkweg Amsterdam e In-Edit Barcelona — todos em 2024. Em 2024 passou ainda pelo Way Out West.

O filme é uma produção de Kyrie MacTavish, Marco Colombo e Mattia Della Puppa, com as produtoras Blazing Griffin, Adler Entertainment e Rock Action Records (a editora dos próprios Mogwai), e financiamento da The National Lottery — Screen Scotland. Uma produção escocesa, de 90 minutos, que chega agora ao mercado português graças à distribuidora Zero em Comportamento/Projetos Paralelos.

Antony Crook: o realizador que conhece os Mogwai por dentro

Antony Crook é fotógrafo e realizador aclamado, com trabalho publicado em revistas como The Face, Dazed & Confused, British Vogue, i-D e The New York Times. Fotografou personalidades como David Hockney, Snoop Dogg e David Byrne, e realizou filmes para marcas como Porsche, BMW, Samsung, Adidas e New Balance. O seu estilo — um realismo contido e poético — reflete-se na forma como conduz esta viagem pela história dos Mogwai: sem artifícios, com a atenção de quem conhece o trabalho por dentro.

A chegada do documentário aos cinemas portugueses representa uma oportunidade rara de rever — ou descobrir pela primeira vez — uma das bandas mais singulares do rock das últimas três décadas. Mogwai: Se as Estrelas Tivessem Som estreia a 2 de julho de 2026 nas salas portuguesas. Mais informações em zeroemcomportamento.org.



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