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MUDE: Requalificação das esplanadas da Baixa e Centro Histórico

A CML, a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior e MUDE juntos na requalificação da zona nobre da cidade

A Freguesia de Santa Maria Maior é, possivelmente, a parcela do território nacional com maior atratividade para o turismo. Em consequência, o referido espaço sofre pressões significativas por parte da indústria hoteleira, a qual tem nesta área uma forte presença, procurando apropriar-se do espaço público nomeadamente através da implantação de esplanadas e da colocação de suportes promocionais da mais diversa natureza, em muitos casos com escassas preocupações de natureza estética e sem coerência entre as diferentes instalações. Os espaços de circulação são vítimas de ocupação abusiva, prejudicando a mobilidade e pondo mesmo em causa a segurança pública caso se revele necessário desocupar as vias em situações de emergência.

Neste contexto, a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior considera urgente requalificar o espaço público e terminar com a ocupação desordenada das principais artérias da Baixa e do Centro Histórico, criando condições para a partilha harmoniosa do espaço público entre comerciantes, turistas, transeuntes e moradores locais.

Considera-se também imperativo garantir a valorização e harmonia do centro histórico de Lisboa, em particular do seu espaço público e do mobiliário urbano nele instalado, dada a sua representatividade para a identidade da cidade e do país. Entende-se como vantajoso encontrar soluções que permitam fruir o espaço público ao longo de todo o ano, atenuando a sazonalidade na sua utilização.

Assim, a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa/MUDE – Museu do Design e da Moda, Coleção Francisco Capelo, decidiu desenvolver um concurso de ideias, por convite a 8 designers, visando a definição de um novo modelo para as esplanadas e mobiliário urbano da área identificada no mapa mapa.

Para tal, foi constituído um júri composto por personalidades de reconhecido prestígio na área da arquitetura/urbanismo, comunicação/imagem e design de equipamento/design urbano. Bárbara Coutinho, diretora do MUDE e presidente do júri; Luís Jorge Bruno Soares, arquiteto; Pedro Silva Dias, designer; Carlos Coelho, presidente da Ivity brand Corp; José Sarmento de Matos, historiador e olisiponense; Catarina Gamboa, Gabinete do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lisboa; Célia Mota, engenheira da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.

Pela necessidade de um bom entendimento sobre o espaço público, o ambiente urbano e a dimensão antropológica do lugar, o convite à participação é dirigido a um conjunto de entidades que têm vindo a evidenciar um trabalho coerente, de qualidade e inovação em espaços e áreas históricas consolidadas. Dada a necessidade de uma abordagem multidisciplinar e integradora, cada designer terá de constituir uma equipa participante que integre obrigatoriamente um arquiteto, um designer de equipamento/designer urbano e um designer de comunicação.

O presente concurso tem por objetivo a definição de um novo modelo para as esplanadas instaladas no espaço público e para o mobiliário urbano nelas utilizado, localizadas na área assinalada na planta da Freguesia de Santa Maria Maior.

Os concorrentes deverão analisar e tipificar os espaços públicos existentes na zona, definindo diferentes estratégias de ocupação e tipologias de equipamento que poderão ser utilizadas naquela área. Este trabalho pressupõe a definição de princípios e regras gerais, bem como a padronização de soluções para cada área específica. Pretende-se que seja garantida a unidade do conjunto, sem deixar de permitir uma certa diversidade de esplanadas, que espelhe as diferentes filosofias de cada estabelecimento comercial.

Os concorrentes deverão conceber soluções funcionais e sazonais que permitam a exploração comercial durante todo o ano. Esta utilização anual deverá ser integrada numa perspectiva mais ampla de salvaguarda patrimonial do centro histórico de Lisboa e de requalificação estética e vivencial do espaço público ali existente, tornando-o uma referência internacional pela sua excelência.

Os concorrentes deverão ainda apresentar recomendações gerais sobre as esplanadas (nomeadamente, definição e publicidade) que contribuam para a melhoria do regulamento atual, para a sua melhor aplicação pelos comerciantes e posterior fiscalização. As componentes a desenvolver poderão passar por toldos, chapéus, aquecedores, suportes de sinalização, informação e publicidade, pisos móveis, ementas, menus, expositores, entre outros.

A equipa vencedora será convidada a celebrar um contrato com a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior por um período de 12 (doze) meses de serviços de apoio e aconselhamento da Junta de Freguesia na implementação do modelo vencedor.



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